De onde vem os recordistas - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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De onde vem os recordistas

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Publicado por em F-1 ·

Publicado originalmente no site Esporte de Fato, do meu irmão do Rio Luiz Humberto - A temporada 2018 da Fórmula-1 traz de volta ao calendário dois dos mais tradicionais países do mundo da velocidade, Alemanha e França. O primeiro – por conta da falência do circuito de Nürburgring -, reaparece de dois em dois anos, pois os dirigentes de Hockenheim alegam também a falta de grana para não sediar o GP da Alemanha todos os anos.
Já a etapa francesa, uma das sete corridas do primeiro campeonato, em 1950, está distante do Mundial desde 2008, na prova disputada no circuito de Magny-Cours, com vitória de Felipe Massa, de Ferrari. Ninguém sabe ao certo o porquê do longo intervalo de uma década sem o GP da França. Mas uma certeza está no ar: a corrida volta neste ano em Paul Ricard, autódromo que agora pertence ao titio Bernie Ecclestone, ex-manda-chuva do circo.
O retorno dos GPs só não é mais importante que os títulos dos dois países no campeonato de pilotos, o mais significativo da Fórmula 1, pois o de construtores interessa mesmo apenas aos integrantes da equipe campeã de cada ano, não ao público.
Apesar de serem pilares do automobilismo – com os circuitos de Nürburgring e Hockenheim (os grandes, antigos), especialmente o de Nordschleife com seus 22 quilômetros de extensão, e a equipe Mercedes pelo lado alemão, e as pistas de Reims, Clermont Ferrand e o próprio Paul Ricard e a escuderia Renault pelo lado francês -, ambos países só conseguiriam conquistar o campeonato na segunda parte dos anos 80.
O Brasil, por exemplo, celebrou seu primeiro triunfo, com Emerson Fittipaldi em 72, 13 anos antes de Alain Prost colocar a França na galeria de campeões da F-1. E apenas o pequenino "Professor", arqui-inimigo de Ayrton Senna, representa a França nesse espaço de glórias, com seus quatro títulos, ante os oito do Brasil.
A Alemanha teve de esperar outra década além dos franceses para levantar uma taça. Pioneiros no automobilismo, juntamente com a Inglaterra, Italia e a França, os alemães só chegariam lá com Michael Schumacher, em 94.
Entretanto, as sementes do heptacampeão germânico resultaram em outros dois nomes vitoriosos, o tetra Sebastian Vettel e Nico Rosberg, campeão em 2016. Schumacher e seus "discípulos" foram tão competentes que, em pouco mais de 20 anos, conseguiram colocar seu país como o maior ganhador de campeonatos, 12, ao lado da Inglaterra.
Prost foi também o primeiro colecionador de números expressivos na Fórmula 1, recordes todos pulverizados por Schumacher nos anos seguinte à aposentadoria do francês. Por muito tempo, as 27 vitórias do escocês Jackie Stewart permaneceram como uma marca improvável de ser superada.
Em 87, bicampeão com a McLaren, Prost deixaria Stewart finalmente para trás ao vencer o GP de Portugal e chegar a 28 vitórias, 14 anos após o escocês ter parado de correr. "Aberta a porteira", passou uma boiada, com Schumacher (91), Lewis Hamilton (62), Prost (51), Vettel (47), Senna (41) e Nigel Mansell deixando o velho Stewart a engolir poeira.
O circo e sua plateia saúdam com veemência a volta da França e da Alemanha ao calendário. Com relação aos pilotos e o protagonismo, apenas Vettel pode sonhar com a luta por mais um título. Porém, os franceses já são maioria no grid, com Romain Grosjean, na Haas, Pierre Gasly, na Toro Rosso, e Esteban Ocon, na Force Índia – esse, por sinal, é o maior talento vindo da terra do champanha depois de Prost.



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