02/2018 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Os novos autinhos

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Haas e Williams foram as primeiras equipes a apresentar seus novos carros para a temporada, 35 quilos mais pesados, sem a barbatana e asinha T sobre a tomada de ar do motor e o Halo de proteção da cabeça do piloto, conforme prevê o novo regulamento da F-1.
O carro da Haas, de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, é o VF-18, equipado com motor Ferrari. O modelo da Williams, de Lance Stroll e Sergey Sirotkin, é o FW41, equipado com motor Mercedes.

O calendário de apresentação dos novos carros segue assim:
Próxima segunda-feira – RB14, da Red Bull.
Terça – R.S.18, da Renault, e C37, da Sauber.
Quinta - Novo da Ferrari, ainda sem nome, e F1W09, da Mercedes.
Sexta – MCL33, da McLaren.
Domingo, dia 25 - Novo da Force India, equipe e carro ainda sem nome.
Segunda, dia 26 – STR13, da Toro Rosso, mesmo dia do primeiro dia da pré-temporada.



De onde vem os recordistas

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Publicado originalmente no site Esporte de Fato, do meu irmão do Rio Luiz Humberto - A temporada 2018 da Fórmula-1 traz de volta ao calendário dois dos mais tradicionais países do mundo da velocidade, Alemanha e França. O primeiro – por conta da falência do circuito de Nürburgring -, reaparece de dois em dois anos, pois os dirigentes de Hockenheim alegam também a falta de grana para não sediar o GP da Alemanha todos os anos.
Já a etapa francesa, uma das sete corridas do primeiro campeonato, em 1950, está distante do Mundial desde 2008, na prova disputada no circuito de Magny-Cours, com vitória de Felipe Massa, de Ferrari. Ninguém sabe ao certo o porquê do longo intervalo de uma década sem o GP da França. Mas uma certeza está no ar: a corrida volta neste ano em Paul Ricard, autódromo que agora pertence ao titio Bernie Ecclestone, ex-manda-chuva do circo.
O retorno dos GPs só não é mais importante que os títulos dos dois países no campeonato de pilotos, o mais significativo da Fórmula 1, pois o de construtores interessa mesmo apenas aos integrantes da equipe campeã de cada ano, não ao público.
Apesar de serem pilares do automobilismo – com os circuitos de Nürburgring e Hockenheim (os grandes, antigos), especialmente o de Nordschleife com seus 22 quilômetros de extensão, e a equipe Mercedes pelo lado alemão, e as pistas de Reims, Clermont Ferrand e o próprio Paul Ricard e a escuderia Renault pelo lado francês -, ambos países só conseguiriam conquistar o campeonato na segunda parte dos anos 80.
O Brasil, por exemplo, celebrou seu primeiro triunfo, com Emerson Fittipaldi em 72, 13 anos antes de Alain Prost colocar a França na galeria de campeões da F-1. E apenas o pequenino "Professor", arqui-inimigo de Ayrton Senna, representa a França nesse espaço de glórias, com seus quatro títulos, ante os oito do Brasil.
A Alemanha teve de esperar outra década além dos franceses para levantar uma taça. Pioneiros no automobilismo, juntamente com a Inglaterra, Italia e a França, os alemães só chegariam lá com Michael Schumacher, em 94.
Entretanto, as sementes do heptacampeão germânico resultaram em outros dois nomes vitoriosos, o tetra Sebastian Vettel e Nico Rosberg, campeão em 2016. Schumacher e seus "discípulos" foram tão competentes que, em pouco mais de 20 anos, conseguiram colocar seu país como o maior ganhador de campeonatos, 12, ao lado da Inglaterra.
Prost foi também o primeiro colecionador de números expressivos na Fórmula 1, recordes todos pulverizados por Schumacher nos anos seguinte à aposentadoria do francês. Por muito tempo, as 27 vitórias do escocês Jackie Stewart permaneceram como uma marca improvável de ser superada.
Em 87, bicampeão com a McLaren, Prost deixaria Stewart finalmente para trás ao vencer o GP de Portugal e chegar a 28 vitórias, 14 anos após o escocês ter parado de correr. "Aberta a porteira", passou uma boiada, com Schumacher (91), Lewis Hamilton (62), Prost (51), Vettel (47), Senna (41) e Nigel Mansell deixando o velho Stewart a engolir poeira.
O circo e sua plateia saúdam com veemência a volta da França e da Alemanha ao calendário. Com relação aos pilotos e o protagonismo, apenas Vettel pode sonhar com a luta por mais um título. Porém, os franceses já são maioria no grid, com Romain Grosjean, na Haas, Pierre Gasly, na Toro Rosso, e Esteban Ocon, na Force Índia – esse, por sinal, é o maior talento vindo da terra do champanha depois de Prost.



A vida secreta de Gasly

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O aniversariante do dia é a bola da vez na série A Vida Secreta do atual grid da Fórmula-1. Nascido em Ruão, capital da Normandia, o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso, completa 22 anos nesta quinta-feira, dia 7 de fevereiro. O jovem piloto da Escola da Red Bull substituiu em meio à temporada do ano passado o russo Daniil Kvyat.

- Além de pilotar um carro de Fórmula-1, qual seu outro "barato"?
Pierre Gasly: jogar futebol. Quando estou em casa, jogo com meus amigos. Vou aos jogos do PSG para apoiá-los.

- Qual último filme te fez chorar?

PG: foi um filme sobre o tsunami de 2004 na Tailândia, O Impossível.

- Do que você tem medo?
PG: de serpentes.

- Qual foi o último livro que você leu?
PG: The core, o Melhor da Vida, o Melhor do Desempenho, de Aki Hintsa.

- O que seus professores disseram sobre você no relatório da escola?
PG: foi diferente nas primeiras séries e nas finais. No início, eles queriam que eu pulasse um ano, mas minha mãe foi contra. Mais tarde, foi sempre: "ele tem um bom potencial, mas quase nunca está na escola".

- Você tem "vícios" ocultos?

PG:Tenho muitos prazeres, mas não me sinto culpado por nenhum deles. O mais próximo seria tiramisu. Toda vez que vejo isso em um menu, não consigo me segurar.

- Você coleciona alguma coisa?

PG: fiz no passado, guardando todos os meus bonés. Mas então foram tantos que não cabiam no meu quarto, então, dei aos amigos e mecânicos. Quero começar a colecion ar novamente,troféus! (Risos) Ainda tenho todos dos últimos anos. Gosto de relogios, mas para uma coleção apropriada, você precisa primeiro ter muito dinheiro.

- O que você mais sente falta de casa quando viaja?

PG: da família. Saí de casa quando tinha 13 anos, então, não passei muito tempo em casa quando criança. Por isso, sempre é um prazer voltar para casa. Tenho uma família grande, são quatro irmãos.

- Qual foi a sua pior compra?
PG: sempre fui cauteloso com o dinheiro. Não gasto muito em coisas estúpidas. Bem, às vezes acontece quando vou ao cassino, jogar na roleta. Não sei o porquê, mas isso me dá uma excitação como pilotar um carro de corrida. Ambos provocam um alto nível de adrenalina.

- Qual foi o momento mais embaraçoso de sua carreira?

PG: provavelmente, o tufão no Japão (no ano passado, custou a Gasly a chance de ganhar o título da Super Fórmula na rodada final). Perdi o campeonato pro meio ponto, para as condições climáticas!

- Quando foi a última vez que você ficou realmente brabo?

PG: foi em Austin, 2016, quando o Helmut Marko (consultor técnico da Red Bull) disse que Daniil (Kvyat) tinha assinado para 2017. Pensei que não era justo, tinha acabado de ganhar o campeonato da GP2. Era uma mistura de raiva, decepção e tristeza.

- Qual superpoder gostaria de ter: ser capaz de voar ou de ser invisível?

PG: ambos. Em uma reunião secreta, poderia ficar num canto da sala para saber o que estariam falando, e eu poderia voar e escapar dos momentos tumultuados dos bastidores das corridas nos fins de semana.

- Você canta no chuveiro?

PG: sim, às vezes. Mas como eu quase não lembro das letras, canto uma mistura de muitas músicas.

- Você acredita no amor à primeira vista?
PG: com 21 anos, sim. Daqui a 10 anos, acho que responderei com um não.

- Você pode convidar três pessoas para jantar, que esyejam vivas ou que já morreram, quem você convidaria?

PG: Ayrton Senna, Michael Schumacher e Barack Obama. Acho que todos fizeram a diferença.

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?

PG: você pode fazer toda a bagunça e não fica responsável por isto.

- O que todos deveriam experimentar uma vez na vida?

PG: pilotar um carro de F-1.



F-1 altera horários

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A Liberty continua inovando. Um dia depois de terminar com as grid girls, a nova dona da Fórmula-1 em conjunto com a FIA promoveu duas mudanças significativas no horário das largadas. Todas as 21 etapas começarão na hora determinada mais 10 minutos. Segundo a Liberty, a maioria das TVs que detém os direitos de transmissão ao vivo colocam as imagens das provas na hora cheia, já no momento da largada. Assim, para levar as emoções que antecedem a largada para os fãs, as TVs mostrarão ao vivo 10 minutos até a hora de as luzes vermelhas se apagarem.
Outra mudança está nos horários da etapa brasileira – anteriormente marcada para as 14h locais e agora, às 15h10min, para fugir do calor – e das provas europeias, além de alterações pontuais em GPs que rivalizarem com a Copa do Mundo disputada na Rússia. A mudança mais radical será no horário do GP da França, que volta ao calendário neste ano.
Esta preocupação com não competir com a Copa do Mundo é uma grande novidade. Sob a batuta de Bernie Ecclestone, a F-1 agia sempre com uma arrogância incrível, afirmando que não se preocupava com o evento da FIFA (realizado de quatro em quatro anos) porque ela promovia um Mundial a cada ano.

Novas largadas, na hora local de cada país
1.   Austrália, 16h10min
2.   Barhein, 18h10min
3.   China, 14h10min
4.   Azerbaijão, 16h10min
5.   Espanha, 15h10min
6.   Mônaco, 15h10min
7.   Canadá, 14h10min
8.   França, 16h10min
9.   Áustria, 15h10min
10. Inglaterra, 14h10min
11. Alemanha, 15h10min
12. Hungria, 15h10min
13. Bélgica, 15h10min
14. Itália, 15h10min
15. Cingapura, 20h10min
16. Rússia, 14h10min
17. Japão, 14h10min
18. EUA, 13h10min
19. México, 13h10min
20. Brasil, 15h10min
21. Abu Dhabi, 17h10min



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