F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Hamilton vence a nonagésima em Mugello

Dias ao Volante
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A vitória de número 90 de Lewis Hamilton neste domingo em Mugello, a pista da Ferrari, que completou exatamente mil corridas na Fórmula-1, deveria ser saudada apenas com alegria, emoção e júbilo pelo piloto inglês da Mercedes estar a apenas uma conquista do recorde de Michael Schumacher. Deveria! Acontece que tem um piloto chamado de Valtteri Bottas que resolveu jogar tudo neste ano contra seu companheiro. E jogar tudo, que ele prometeu antes mesmo do início da temporada, significa jogar sujo, como houve na sua pole position na primeira prova do ano, na qual ele, garantido com o tempo para a pole, rodou de propósito na pista para que Hamilton não conseguisse superá-lo e ainda fosse punido por ultrapassar o limite de velocidade com bandeira amarela.
Pois bem, neste domingo, o finlandês – que a FIA, não sei o porquê (ou sei?), decidiu não punir neste ano, não importando o que ele faça de ruim na pista – poderia ter matado alguém. Como ocorreu na largada do GP da Itália de 1978, no qual os primeiros colocados diminuíram o ritmo na largada e provocaram o efeito cascata nos pilotos que vinham no meio do pelotão e resultou na morte do grande Ronnie Peterson (uma das fotos aí de cima, com muito fogo), Bottas, em primeiro lugar naquela altura da prova, desacelerou em uma relargada em movimento, para não dar vácuo para que o Hamilton o ultrapassasse. Com isso, houve o efeito cascata no meio do pelotão, com vários pilotos se batendo e quase pegando para valer o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, segundo colocado da prova anterior, em Monza. Sainz Jr. teve muita sorte e a ajuda do Halo para que não fosse decepado em plena pista (outra foto aí de cima).
Bottas, que nunca mereceu estar ao volante do melhor carro da F-1 no momento – desde 2014, aliás – foi o que é: um bandido, um patife, um débil mental, no sentido de não ter nada dentro da cabeça. A manobra insana de Bottas terminou com a corrida interrompida com bandeira vermelha. E vários pilotos foram para a conhecida salinha dos comissários para serem investigados. Vários, menos, claro, o Valtteri Bottas, o imune a punições neste ano. Hamilton, por outro lado, toma punição até se olhar feio para a cara de um comissário. Em Monza, na semana passada, a direção de prova roubou mais uma vitória do inglês ao fechar os boxes em tempo recorde na entrada de um safety car justamente para pegar o Hamilton. Neste domingo, por exemplo, o safety car entrou no início da corrida, Sebastian Vettel foi imediatamente para os boxes e nada aconteceu de punição para o piloto da Ferrari.
Amo a F-1 há muito tempo, mas essas coisas me causam enjoo no estômago. Botas é um patife, nada mais do que isso, e não merece estar em uma Mercedes e nem tão pouco ao lado do grande Lewis Hamilton em uma mesma equipe. O finlandês está consolidando a vice-liderança do campeonato – com mais uma desistência de Max Verstappen -, com um caminhão de desvantagem para Hamilton. Mas a segunda posição no campeonato para o segundo piloto da Mercedes é obrigação e, no caso, do Bottas, é sinônimo de último colocado na tabela de pontuação. E como a vida, ao contrário da FIA, pune, Hamilton reassumiu a ponta do GP da Toscana justamente pegando o vácuo do Bottas na primeira relargada com os carros parados no grid.
Mas, falemos de coisas boas. Lewis Hamilton parte, ainda neste ano, quem sabe daqui a duas corridas, em Nürburgring, para chegar a noventa e duas vitórias e se tornar o maior piloto de todos os tempos (que ele já é) também em números.

Resultado final:
1) L. Hamilton - Mercedes - 2h19min35s060
2) V. Bottas - Mercedes - a 4s880
3) A. Albon - Red Bull - a 8s064

4) D. Ricciardo - Renault - a 10s417
5) S. Perez - Racing Point - a 15s650
6) L. Norris - McLaren - a 18s883
7) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 21s756
8) C. Leclerc - Ferrari - a 28s345
9) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 29s770
10) S. Vettel - Ferrari - a 29s983

11) G. Russell - Williams - a 32s404
12) R. Grosjean - Haas - a 42s036

13) L. Stroll - Racing Point - não completou
14) E. Ocon- Renault - não completou
15) N. Latifi - Williams - não completou
16) K. Magnussen - Haas - não completou
17) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - não completou
18) C. Sainz Jr - McLaren - não completou
19) M. Verstappen - Red Bull - não completou
20) P. Gasly - Alpha Tauri - não completou

Melhor Volta - L. Hamilton - Mercedes - 1min18s833

Mundial de Pilotos 2020:
1) L. Hamilton - Mercedes - 190 pontos
2) V. Bottas - Mercedes - 135 pontos
3) M. Verstappen - Red Bull - 110 pontos
4) L. Norris - McLaren - 65 pontos
5) A. Albon - Red Bull - 63 pontos
6) L. Stroll - Racing Point - 57 pontos
7) D. Ricciardo - Renault - 53 pontos
8) C. Leclerc - Ferrari - 49 pontos
9) S. Perez - Racing Point - 44 pontos
10) P. Gasly - Alpha Tauri - 43 pontos
11) C. Sainz Jr - McLaren - 41 pontos
12) E. Ocon - Renault - 30 pontos
13) S. Vettel - Ferrari - 17 pontos
14) D. Kvyat - ALpha Tauri - 10 pontos
15) N. Hulkenberg - Racing Point - 6 pontos
16) K. Raikkonen - Alfa Romeo - 2 pontos
17) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - 2 pontos
18) K. Magnussen - Haas - 1 ponto
19) G. Russell - Williams - 0 ponto
20) N. Latifi - Williams - 0 ponto
21) R. Grosjean - Haas - 0 ponto

Mundial de Construtores:
1) Mercedes - 325 pontos
2) Red Bull - 173 pontos
3) McLaren - 106 pontos
4) Racing Point - 92 pontos
5) Renault - 83 pontos
6) Ferrari - 66 pontos
7) Alpha Tauri - 53 pontos
8) Alfa Romeo - 4 pontos
9) Haas - 1 ponto
10) Williams - 0 ponto



Hamilton é pole em Mugello

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Lewis Hamilton fez a volta mais rápida da história do circuito de Mugello, da Ferrari, e marcou sua nonagésima quinta pole position na Fórmula-1. Foi uma disputa muito forte com o companheiro Valtteri Bottas, que tinha superado o inglês em todos os treinos livres na pista italiana. No final, porém, prevaleceu o maior talento do hexaheptacampeão com uma diferença mínima, 59 milésimos de segundo. Mais uma coisa interessante sobre o Hamilton está nos detalhes em roxo de seu capacete. Historicamente, a cronometragem da F-1 usa a cor roxa para mostrar que o piloto é o mais rápido na volta ou nos setores da pista. É óbvio que o Hamilton não pediu para colocarem essa cor no capacete por isso, mas vale o registro. Max Verstappen até que ameaçou as Mercedes no Q2, porém, ficou a três décimos de segundo no Q3.
No milésimo GP da Ferrari na F-1, em casa, Sebastian Vettel, já totalmente com a cabeça na Aston Martin para 2021, não conseguiu passar para o Q3. Charles Leclerc foi para a última parte da classificação, fez uma boa volta que o colocou atrás de Alexander Albon, da Red Bull, no entanto, mais de um segundo atrás de Hamilton.
O vencedor do GP da Itália, no domingo passado, Pierre Gasly, não se classificou nem para o Q2 em Mugello. O francês disse depois que sua AlphaTauri não carregou as baterias do sistema elétrico do motor nas suas duas tentativas de volta rápida.

Resultado da Classificação:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1min15s144
2) V. Bottas - Mercedes - a 0s059
3) M. Verstappen - Red Bull - a 0s365
4) A. Albon - Red Bull - a 0s810
5) C. Leclerc - Ferrari - a 1s126
6) S. Perez - Racing Point - a 1s167 - perderá uma posição
7) L. Stroll - Racing Point - a 1s212
8) D. Ricciardo - Renault - a 1s399
9) C. Sainz Jr - McLaren - a 2s726
10) E. Ocon - Renault - sem tempo

11) L. Norris - McLaren
12) D. Kvyat - Alpha Tauri
13) K. Raikkonen - Alfa Romeo
14) S. Vettel - Ferrari
15) R. Grosjean - Haas

16) P. Gasly - Alpha Tauri
17) A. Giovinazzi - Alfa Romeo
18) G. Russell - Williams
19) N. Latifi - Williams
20) K. Magnussen - Haas



Bottas fica na frente na sexta em Mugello

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A dobradinha da Mercedes no segundo treino livre para o GP da Toscana foi liderada por Valtteri Bottas com Lewis Hamilton a 0s207 mais lento, Max Verstappen (Red Bull) ficou logo atrás a 0s246.
O bom desempenho da manhã de Charles Leclerc (Ferrari) foi por água abaixo nessa segunda sessão, com os pilotos mais acostumados com o traçado e ajustes nos carros, a Ferrari voltou para o meio do pelotão.

Resultado da sessão:
1) V. Bottas - Mercedes - 1min16s989
2) L. Hamilton - Mercedes - a 0s207
3) M. Verstappen - Red Bull - a 0s246
4) A. Albon - Red Bull - a 0s982
5) D. Ricciardo - Renault - a 1s050
6) E. Ocon - Renault - a 1s126
7) S. Perez - Racing Point - a 1s209
8) P. Gasly - Alpha Tauri - a 1s255
9) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1s396
10) C. Leclerc - Ferrari - a 1s411
11) L. Stroll - Racing Point - a 1s473
12) S. Vettel - Ferrari - a 1s509
13) C. Sainz Jr - McLaren - a 1s662
14) L. Norris - McLaren - a 1s669
15) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 1s747
16) G. Russell - Williams - a 1s854
17) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 1s955
18) N. Latifi - Williams - a 1s994
19) K. Magnussen - Haas - a 2s124
20) R. Grosjean - Haas - a 2s268



Bottas inaugura Mugello na frente

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Valtteri Bottas (Mercedes) liderou o treino da manhã com o Max Verstappen (Red Bull) a 0s048 mais lento e Charles Leclerc (Ferrari), com um bom desempenho na casa da escuderia italiana, completou o top3 a 0s307.
Ainda temos muita coisa para ver e muito desenvolvimento nos acertos dos carros no decorrer dos treinos livres.

Resultado da sessão:
1) V. Bottas - Mercedes - 1min17s879
2) M. Verstappen - Red Bull - a 0s048
3) C. Leclerc - Ferrari - a 0s307
4) L. Hamilton - Mercedes - a 0s530
5) P. Gasly - Alpha Tauri - a 0s797
6) E. Ocon - Renault - a 0s926
7) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 0s960
8) L. Norris - McLaren - a 1s102
9) A. Albon - Red Bull - a 1s189
10) D. Ricciardo - Renault - a 1s261
11) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1s340
12) R. Grosjean - Haas - a 1s345
13) S. Vettel - Ferrari - a 1s388
14) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 1s443
15) C. Sainz Jr - McLaren - a 1s578
16) G. Russell - Williams - a 1s599
17) K. Magnussen - Haas - a 1s672
18) L. Stroll - Racing Point - a 1s957
19) S. Perez - Racing Point - a 1s961
20) N. Latifi - Williams - a 2s155



48 anos do primeiro título

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Era o dia 10 de setembro de 1972. GP da Itália, em Monza, que utilizava pela primeira vez as chicanes (verdadeiras lombadas, como dá para ver na foto aí de cima), Emerson Fittipaldi em ação para vencer a corrida e o primeiro título para o Brasil. A façanha do “Rato” se tornaria ainda mais épica depois do acidente do caminhão da Lotus que levava a Lotus 72D titular do brasileiro da Inglaterra para a Itália. O carro ficou destruído. Às pressas, Colin Chapman mandou embarcar o chassi 05 – o da primeira vitória de Emerson na F-1, nos EUA, em 1970, para alinhar para o GP da Itália. A coisa tomaria contornos de dramaticidade quando o “Rato” levou a Lotus preta e dourada para o grid, com um vazamento no tanque de gasolina. O conserto foi feito em tempo recorde, usando, dizem as más línguas, até goma de mascar para deter o vazamento. O escocês (arghh, para nós, ingleses), tinha de vencer a prova para poder continuar respirando no campeonato, mas ficou pelo caminho. Emerson foi subindo de posições e assumiu a ponta pouco depois da metade da corrida. Manja só o nome dos seis primeiros colocados da prova de 1972, os seis que ganhavam pontos na época. É tanta cobra que o Butantã fica com inveja:

1 Emerson Fittipaldi (BRA), Lotus, em 1h29min58s
2 Mike Hailwood (ING), Surtees, a 14:5
3 Denny Hulme (NZE), McLaren, a 23:8
4 Peter Revson (EUA), McLaren, a 35:7
5 Graham Hill (ING), Brabham, a 1:5:6
6 Peter Gethin (ING), BRM, a 1:21:9



Vettel é Aston Martin

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Como já era líquido e certo, ainda mais depois do anúncio da saída de Sergio Perez, Sebastian Vettel foi confirmado oficialmente nesta quinta-feira como o novo piloto da Aston Martin a partir de 2021. Na verdade, a ligação do tetracampeão, atualmente andando com uma carroça puxada pelo Cavalinho Empinado, com a marca inglesa vem de longa data. Vettel participou do desenvolvimento do superesportivo AMRB-001 projetado por Adrian Newey.
A atualmente Racing Point disse que o acordo do piloto de 33 anos, que é para “2021 e além, é uma declaração clara da ambição da equipe de se estabelecer como um dos nomes mais competitivos do esporte”, comunicou a equipe.

- Tenho o prazer de finalmente compartilhar esta notícia emocionante sobre meu futuro. Estou extremamente orgulhoso de dizer que me tornarei um piloto Aston Martin. É uma nova aventura para mim com uma empresa de automóveis verdadeiramente lendária. Fiquei impressionado com os resultados que a equipe alcançou este ano e acredito que o futuro parece ainda mais brilhante. A energia e o compromisso de Lawrence (Stroll, o dono da equipe) com o esporte são inspiradores e acredito que podemos construir algo muito especial juntos. Ainda amo muito a Fórmula-1 e minha única motivação é correr na frente do grid. Para fazer isso com a Aston Martin será um grande privilégio – disse Vettel nesta quinta, em Mugello.



Ferrari de bordô no milésimo GP

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Única equipe a participar de todas as setenta temporadas da Fórmula-1, a Ferrari faz seu milésimo GP na categoria neste fim de semana, justamente em Mugello, circuito de propriedade da escuderia italiana. Nesta quarta-feira, o site oficial da F-1 revelou que os carros de Sebastian Vettel e Charles Leclerc correrão em Mugello pintados de bordô. Mas, por que o bordô – ou vinho? Piero Ferrari, um dos filhos de Enzo Ferrari e vice-presidente da empresa italiana, diz o motivo:
- O milésimo Grand Prix da Scuderia Ferrari é um marco muito importante, portanto, deve ser marcado de uma maneira especial. É por isso que decidimos fazer uma pintura única nos carros para esse evento, com os SF1000 levando para o pista no circuito de Mugello na cor da Borgonha, vista pela primeira vez no 125S, o primeiro carro a levar o nome Ferrari.
E por que a Ferrari usa o vermelho nas pistas? Essa não é a cor oficial da escuderia. As cores oficiais são o amarelo e o preto, vistas no emblema da equipe. O vermelho era a cor reservada para a Itália nos tempos em que as equipes ainda não tinham patrocinadores. A Alfa Romeo, a primeira campeã, em 1950, com o italiano Nino Farina, também usava o vermelho. Até a década de 60, por exemplo, o verde era a cor das equipes inglesas, o azul, das francesas, e o branco, das alemães. E aí vale uma curiosidade muito legal do porquê a Mercedes ter ficado marcada como a Flecha de Prata, cor usada até hoje, com exceção deste ano, quando a equipe decidiu correr de preto por causa do movimento anti-racismo capitaneado pelo hexaheptacampeão Lewis Hamilton. Nos primórdios dos GPs, um engenheiro da Mercedes pediu para raspar a tinta branca dos carros, para aliviar o peso. Com isso, os bólidos ficaram com o cinza do alumínio usado na carroceria. Deu certo e a equipe decidiu adotar a cor como sua.
Embora a péssima fase por que passa a Ferrari, ninguém olhará a corrida de domingo sem sentir uma emoção muito grande.



Perez confirma Vettel na Aston Martin

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Por meio de suas redes sociais, o mexicano Sergio Perez pôs fim às especulações de quem seria o outro piloto da Aston Martin para 2021, além do canadense Lance Stroll, filho do dono da equipe atualmente chamada de Racing Point. Perez aproveitou para agradecer à escuderia que já foi Force India, lembrando também de todos os seus esforços para que a equipe nunca esmorecesse, típico do mexicano. Com isso, a nova Aston Martin confirmou o nome do alemão tetracampeão pela Red Bull (2010 a 2013). Com motor Mercedes e muito dinheiro, a Aston Martin já é um dos grandes nomes para a próxima temporada. E Vettel e Lewis Hamilton, os dois grandes nomes da Fórmula-1 nos anos 2000, finalmente correrão com o mesmo motor.



A primeira de Gasly. Logo em Monza!

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O francês Pierre Gasly conquistou sua primeira vitória na Fórmula-1, a segunda da equipe satélite da Red Bull (Sebastian Vettel venceu a corrida, no mesmo circuito italiano, em 2008, quando a equipe se chamava Toro Rosso), de forma espetacular, segurando o ímpeto do espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, nas dez voltas finais do GP da Itália. Se você está achando que eu enlouqueci citando esses nomes como protagonistas da prova deste domingo, é bom saber o que houve na primeira parte da corrida.
O pole position Lewis Hamilton partiu soberano na primeira posição, enquanto o companheiro Valtteri Bottas teve uma péssima largada, caindo várias colocações. O hexaheptacampeão seguiu em um ritmo forte abrindo mais de 10 segundos de Sainz Jr. em poucas voltas. Até que o senhor de uma das fotos aí de cima, Michael Masi, de 39 anos, substituto de Charlie Whitting (morto no ano passado) como diretor de provas oficial da F-1, decidir pela entrada do safety car na pista por causa da parada de Kevin Magnussen, da Haas, em uma parte bem longe do traçado e em segurança em um lugar em que os fiscais poderiam empurrar o carro de ré para que a corrida continuasse normalmente.
“Louco” por um safety car, Masi ordenou a entrada do carro de segurança. Hamilton viu e tratou de entrar para trocar pneus, provocando toda a confusão. Como o carro de Magnussen estava parado quase na entrada dos boxes, Hamilton não teve tempo de ver que os boxes estavam fechados naquele momento. Aliás, eu nunca tinha visto um fechamento dos boxes na F-1 tão rápido quanto esse. Com isso, Hamilton recebeu uma punição de 10 segundos parado nos boxes. Logo depois, Charles Leclerc errou a tomada da Parabólica, tentou corrigir o carro e estampou a Ferrari de número 16 na barreira de proteção de pneus. O monegasco nada sofreu, mas a corrida foi imediatamente interrompida com bandeira vermelha.
Hamilton ainda tentou argumentar com a direção de prova que não tinha visto a informação de fechamento dos boxes. Nada adiantou. Para diminuir o prejuízo, a Mercedes colocou pneus duros (os brancos) para que, depois da relargada, o inglês cumprisse sua punição e permanecesse na pista até o final da prova, para ganhar o maior número de pontos possível. E foi tudo isso o que aconteceu. Hamilton parou nos boxes, ficou parado por 10 segundos e voltou no fim do pelotão, em último. Evidentemente, o piloto da Mercedes foi escalando o pelotão faltando vinte voltas para o final, até chegar na sétima posição, apenas duas atrás de Bottas. Para o campeonato, o resultado do GP da Itália pouco mudou, pois teve ainda a desistência de Max Verstappen, da Red Bull. Por outro lado, Hamilton deixou de conquistar sua vitória mais fácil na F-1, que seria a de número 90, uma atrás das de Michael Schumacher. E o inglês poderia chegar ao recorde do alemão na corrida de Mugello, no próximo domingo.
Independentemente dos azares de Hamilton, o final do GP da Itália acabou sendo sensacional, com a caça de Sainz Jr. sobre Gasly. No entanto, não teve jeito. Com uma diferença de menos de meio segundo, o francês de 24 anos, nascido em Rouen – cidade com nome de pista de corrida -, cruzou a linha de chegada à frente da McLaren de número 55. Parabéns, Gasly, um dos grandes pilotos da nova geração da F-1 e que no ano passado foi rebaixado da Red Bull para a Toro Rosso, com a ascensão do tailandês Alexander Albon à equipe principal da bebida dos energéticos.

Resultado final:
1) P. Gasly - Alpha Tauri - 1h47min06s056
2) C. Sainz Jr - McLaren - a 0s415
3) L. Stroll - Racing Point - a 3s358

4) L. Norris - McLaren - a 6s
5) V. Bottas - Mercedes - a 7s108
6) D. Ricciardo - Renault - a 8s391
7) L. Hamilton - Mercedes - a 17s245
8) E. Ocon - Renault - a 18s691
9) D. Kvyat - Alpha Tauri - a 22s208
10) S. Perez - Racing Point - a 23s224

11) N. Latifi - Williams - a 32s876
12) R. Grosjean - Haas - a 35s164
13) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 36s312
14) G. Russell - Williams - a 36s593
15) A. Albon - Red Bull - a 37s533
16) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 55s199

17) M. Verstappen - Red Bull - não completou
18) C. Leclerc - Ferrari - não completou
19) K. Magnussen - Haas - não completou
20) S. Vettel - Ferrari - não completou

Melhor volta - L. Hamilton - Mercedes - 1min22s746

Mundial de Pilotos 2020:
1) L. Hamilton - Mercedes - 164 pontos
2) V. Bottas - Mercedes - 117 pontos
3) M. Verstappen - Red Bull - 110 pontos
4) L. Stroll - Racing Point - 57 pontos
5) L. Norris - McLaren - 57 pontos
6) A. Albon - Red Bull - 48 pontos
7) C. Leclerc - Ferrari - 45 pontos
8) P. Gasly - Alpha Tauri - 43 pontos
9) C. Sainz Jr - McLaren - 41 pontos
10) D. Ricciardo - Renault - 41 pontos
11) S. Perez - Racing Point - 34 pontos
12) E. Ocon - Renault - 30 pontos
13) S. Vettel - Ferrari - 16 pontos
14) N. Hulkenberg - Racing Point - 6 pontos
15) D. Kvyat - ALpha Tauri - 4 pontos
16) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - 2 pontos
17) K. Magnussen - Haas - 1 ponto
18) K. Raikkonen - Alfa Romeo - 0 ponto
19) G. Russell - Williams - 0 ponto
20) N. Latifi - Williams - 0 ponto
21) R. Grosjean - Haas - 0 ponto

Mundial de Construtores:
1) Mercedes - 281 pontos
2) Red Bull - 158 pontos
3) McLaren - 98 pontos
4) Racing Point - 82 pontos
5) Renault - 71 pontos
6) Ferrari - 61 pontos
7) Alpha Tauri - 47 pontos
8) Alfa Romeo - 2 pontos
9) Haas - 1 ponto
10) Williams - 0 ponto



Hamilton é pole com recorde em Monza

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Uma disputa emocionante entre as duas Mercedes pela pole position do GP da Itália, no Templo da Velocidade, em Monza. Lewis Hamilton, com uma volta perfeita, bateu o recorde do circuito italiano e partirá na primeira posição na corrida deste domingo. Valtteri Bottas também fez uma volta incrível, ficando apenas 68 milésimos de segundo atrás. O resto, começando por Carlos Sainz Jr., da McLaren, ficou a dois dias da Mercedes.
Como tudo na Fórmula-1 se faz pensando como em um jogo de xadrez, calculando os lances à frente, a Mercedes usou os pneus macios no Q2. Por que? Porque na largada os pilotos terão uma longa reta pela frente até a freada da primeira chicane. Com os pneus vermelhos, o carro tem mais tração. Portanto, Hamilton e Bottas largarão em quase igualdade de condições (Hamilton estará uns metros à frente), e quem tiver o melhor reflexo quando as luzes vermelhas se apagarem, levará vantagem.
Com o quinto tempo no terceiro treino livre, Hamilton pediu por modificações no acerto de seu carro para a classificação. Foi atendido pela Mercedes e comentou na entrevista pós-treino:

- Pedi que mudassem algumas coisas no carro depois da sessão pela manhã. E deu tudo certo. É tudo alucinante aqui, a gente tá sempre perto do limite de sair da pista. Mas já pilotei carros menos equilibrados que essa Mercedes e quase sempre me dei bem em Monza.

A prova deste domingo terá largada às 10h10min (horário do Brasil) e será mostrado ao vivo pela Globo.

Resultado da Classificação:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1min18s887
2) V. Bottas - Mercedes - a 0s069
3) C. Sainz Jr - McLaren - a 0s808
4) S. Perez - Racing Point - a 0s833
5) M. Verstappen - Red Bull - a 0s908
6) L. Norris - McLaren - a 0s933
7) D. Ricciardo - Renault - a 0s977
8) L. Stroll - Racing Point - a 1s162
9) A. Albon - Red Bull - a 1s203
10) P. Gasly - Alpha Tauri - a 1s290

11) D. Kvyat - Alpha Tauri
12) E. Ocon - Renault
13) C. Leclerc - Ferrari
14) K. Raikkonen - Alfa Romeo
15) K. Magnussen - Haas

16) R. Grosjean - Haas
17) S. Vettel - Ferrari
18) A. Giovinazzi - Alfa Romeo
19) G. Russell - Williams
20) N. Latifi - Williams



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