F-1 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

Ir para o conteúdo

Menu principal:

Os novos autinhos

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


Haas e Williams foram as primeiras equipes a apresentar seus novos carros para a temporada, 35 quilos mais pesados, sem a barbatana e asinha T sobre a tomada de ar do motor e o Halo de proteção da cabeça do piloto, conforme prevê o novo regulamento da F-1.
O carro da Haas, de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, é o VF-18, equipado com motor Ferrari. O modelo da Williams, de Lance Stroll e Sergey Sirotkin, é o FW41, equipado com motor Mercedes.

O calendário de apresentação dos novos carros segue assim:
Próxima segunda-feira – RB14, da Red Bull.
Terça – R.S.18, da Renault, e C37, da Sauber.
Quinta - Novo da Ferrari, ainda sem nome, e F1W09, da Mercedes.
Sexta – MCL33, da McLaren.
Domingo, dia 25 - Novo da Force India, equipe e carro ainda sem nome.
Segunda, dia 26 – STR13, da Toro Rosso, mesmo dia do primeiro dia da pré-temporada.



De onde vem os recordistas

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Publicado originalmente no site Esporte de Fato, do meu irmão do Rio Luiz Humberto - A temporada 2018 da Fórmula-1 traz de volta ao calendário dois dos mais tradicionais países do mundo da velocidade, Alemanha e França. O primeiro – por conta da falência do circuito de Nürburgring -, reaparece de dois em dois anos, pois os dirigentes de Hockenheim alegam também a falta de grana para não sediar o GP da Alemanha todos os anos.
Já a etapa francesa, uma das sete corridas do primeiro campeonato, em 1950, está distante do Mundial desde 2008, na prova disputada no circuito de Magny-Cours, com vitória de Felipe Massa, de Ferrari. Ninguém sabe ao certo o porquê do longo intervalo de uma década sem o GP da França. Mas uma certeza está no ar: a corrida volta neste ano em Paul Ricard, autódromo que agora pertence ao titio Bernie Ecclestone, ex-manda-chuva do circo.
O retorno dos GPs só não é mais importante que os títulos dos dois países no campeonato de pilotos, o mais significativo da Fórmula 1, pois o de construtores interessa mesmo apenas aos integrantes da equipe campeã de cada ano, não ao público.
Apesar de serem pilares do automobilismo – com os circuitos de Nürburgring e Hockenheim (os grandes, antigos), especialmente o de Nordschleife com seus 22 quilômetros de extensão, e a equipe Mercedes pelo lado alemão, e as pistas de Reims, Clermont Ferrand e o próprio Paul Ricard e a escuderia Renault pelo lado francês -, ambos países só conseguiriam conquistar o campeonato na segunda parte dos anos 80.
O Brasil, por exemplo, celebrou seu primeiro triunfo, com Emerson Fittipaldi em 72, 13 anos antes de Alain Prost colocar a França na galeria de campeões da F-1. E apenas o pequenino "Professor", arqui-inimigo de Ayrton Senna, representa a França nesse espaço de glórias, com seus quatro títulos, ante os oito do Brasil.
A Alemanha teve de esperar outra década além dos franceses para levantar uma taça. Pioneiros no automobilismo, juntamente com a Inglaterra, Italia e a França, os alemães só chegariam lá com Michael Schumacher, em 94.
Entretanto, as sementes do heptacampeão germânico resultaram em outros dois nomes vitoriosos, o tetra Sebastian Vettel e Nico Rosberg, campeão em 2016. Schumacher e seus "discípulos" foram tão competentes que, em pouco mais de 20 anos, conseguiram colocar seu país como o maior ganhador de campeonatos, 12, ao lado da Inglaterra.
Prost foi também o primeiro colecionador de números expressivos na Fórmula 1, recordes todos pulverizados por Schumacher nos anos seguinte à aposentadoria do francês. Por muito tempo, as 27 vitórias do escocês Jackie Stewart permaneceram como uma marca improvável de ser superada.
Em 87, bicampeão com a McLaren, Prost deixaria Stewart finalmente para trás ao vencer o GP de Portugal e chegar a 28 vitórias, 14 anos após o escocês ter parado de correr. "Aberta a porteira", passou uma boiada, com Schumacher (91), Lewis Hamilton (62), Prost (51), Vettel (47), Senna (41) e Nigel Mansell deixando o velho Stewart a engolir poeira.
O circo e sua plateia saúdam com veemência a volta da França e da Alemanha ao calendário. Com relação aos pilotos e o protagonismo, apenas Vettel pode sonhar com a luta por mais um título. Porém, os franceses já são maioria no grid, com Romain Grosjean, na Haas, Pierre Gasly, na Toro Rosso, e Esteban Ocon, na Force Índia – esse, por sinal, é o maior talento vindo da terra do champanha depois de Prost.



A vida secreta de Gasly

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

O aniversariante do dia é a bola da vez na série A Vida Secreta do atual grid da Fórmula-1. Nascido em Ruão, capital da Normandia, o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso, completa 22 anos nesta quinta-feira, dia 7 de fevereiro. O jovem piloto da Escola da Red Bull substituiu em meio à temporada do ano passado o russo Daniil Kvyat.

- Além de pilotar um carro de Fórmula-1, qual seu outro "barato"?
Pierre Gasly: jogar futebol. Quando estou em casa, jogo com meus amigos. Vou aos jogos do PSG para apoiá-los.

- Qual último filme te fez chorar?

PG: foi um filme sobre o tsunami de 2004 na Tailândia, O Impossível.

- Do que você tem medo?
PG: de serpentes.

- Qual foi o último livro que você leu?
PG: The core, o Melhor da Vida, o Melhor do Desempenho, de Aki Hintsa.

- O que seus professores disseram sobre você no relatório da escola?
PG: foi diferente nas primeiras séries e nas finais. No início, eles queriam que eu pulasse um ano, mas minha mãe foi contra. Mais tarde, foi sempre: "ele tem um bom potencial, mas quase nunca está na escola".

- Você tem "vícios" ocultos?

PG:Tenho muitos prazeres, mas não me sinto culpado por nenhum deles. O mais próximo seria tiramisu. Toda vez que vejo isso em um menu, não consigo me segurar.

- Você coleciona alguma coisa?

PG: fiz no passado, guardando todos os meus bonés. Mas então foram tantos que não cabiam no meu quarto, então, dei aos amigos e mecânicos. Quero começar a colecion ar novamente,troféus! (Risos) Ainda tenho todos dos últimos anos. Gosto de relogios, mas para uma coleção apropriada, você precisa primeiro ter muito dinheiro.

- O que você mais sente falta de casa quando viaja?

PG: da família. Saí de casa quando tinha 13 anos, então, não passei muito tempo em casa quando criança. Por isso, sempre é um prazer voltar para casa. Tenho uma família grande, são quatro irmãos.

- Qual foi a sua pior compra?
PG: sempre fui cauteloso com o dinheiro. Não gasto muito em coisas estúpidas. Bem, às vezes acontece quando vou ao cassino, jogar na roleta. Não sei o porquê, mas isso me dá uma excitação como pilotar um carro de corrida. Ambos provocam um alto nível de adrenalina.

- Qual foi o momento mais embaraçoso de sua carreira?

PG: provavelmente, o tufão no Japão (no ano passado, custou a Gasly a chance de ganhar o título da Super Fórmula na rodada final). Perdi o campeonato pro meio ponto, para as condições climáticas!

- Quando foi a última vez que você ficou realmente brabo?

PG: foi em Austin, 2016, quando o Helmut Marko (consultor técnico da Red Bull) disse que Daniil (Kvyat) tinha assinado para 2017. Pensei que não era justo, tinha acabado de ganhar o campeonato da GP2. Era uma mistura de raiva, decepção e tristeza.

- Qual superpoder gostaria de ter: ser capaz de voar ou de ser invisível?

PG: ambos. Em uma reunião secreta, poderia ficar num canto da sala para saber o que estariam falando, e eu poderia voar e escapar dos momentos tumultuados dos bastidores das corridas nos fins de semana.

- Você canta no chuveiro?

PG: sim, às vezes. Mas como eu quase não lembro das letras, canto uma mistura de muitas músicas.

- Você acredita no amor à primeira vista?
PG: com 21 anos, sim. Daqui a 10 anos, acho que responderei com um não.

- Você pode convidar três pessoas para jantar, que esyejam vivas ou que já morreram, quem você convidaria?

PG: Ayrton Senna, Michael Schumacher e Barack Obama. Acho que todos fizeram a diferença.

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?

PG: você pode fazer toda a bagunça e não fica responsável por isto.

- O que todos deveriam experimentar uma vez na vida?

PG: pilotar um carro de F-1.



F-1 altera horários

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

A Liberty continua inovando. Um dia depois de terminar com as grid girls, a nova dona da Fórmula-1 em conjunto com a FIA promoveu duas mudanças significativas no horário das largadas. Todas as 21 etapas começarão na hora determinada mais 10 minutos. Segundo a Liberty, a maioria das TVs que detém os direitos de transmissão ao vivo colocam as imagens das provas na hora cheia, já no momento da largada. Assim, para levar as emoções que antecedem a largada para os fãs, as TVs mostrarão ao vivo 10 minutos até a hora de as luzes vermelhas se apagarem.
Outra mudança está nos horários da etapa brasileira – anteriormente marcada para as 14h locais e agora, às 15h10min, para fugir do calor – e das provas europeias, além de alterações pontuais em GPs que rivalizarem com a Copa do Mundo disputada na Rússia. A mudança mais radical será no horário do GP da França, que volta ao calendário neste ano.
Esta preocupação com não competir com a Copa do Mundo é uma grande novidade. Sob a batuta de Bernie Ecclestone, a F-1 agia sempre com uma arrogância incrível, afirmando que não se preocupava com o evento da FIFA (realizado de quatro em quatro anos) porque ela promovia um Mundial a cada ano.

Novas largadas, na hora local de cada país
1.   Austrália, 16h10min
2.   Barhein, 18h10min
3.   China, 14h10min
4.   Azerbaijão, 16h10min
5.   Espanha, 15h10min
6.   Mônaco, 15h10min
7.   Canadá, 14h10min
8.   França, 16h10min
9.   Áustria, 15h10min
10. Inglaterra, 14h10min
11. Alemanha, 15h10min
12. Hungria, 15h10min
13. Bélgica, 15h10min
14. Itália, 15h10min
15. Cingapura, 20h10min
16. Rússia, 14h10min
17. Japão, 14h10min
18. EUA, 13h10min
19. México, 13h10min
20. Brasil, 15h10min
21. Abu Dhabi, 17h10min



F-1 corre com as grid girls!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Passei o ano passado inteiro elogiando a Liberty, nova dona da Fórmula-1, até a última decisão dos caras em mudar o logotipo da categoria, no final de 2017. Mas admito que também essa decisão foi uma questão de gosto. O meu, foi vencido, tudo bem, vida que segue!
Agora, a Liberty anuncia o banimento das grid girls dos GPs, aquelas meninas que seguram as placas com o número e o nome dos pilotos na sua posição no grid de largada. Notem bem, não é o banimento das mulheres dos bastidores da F-1, são só estas que ficavam no grid.
O motivo alegado para a retirada: "elas estão ali apenas para um seleto grupo de pessoas, principalmente de patrocinadores que vinculam seus nomes nas placas, e para estarem junto de celebridades que querem aparecer". O "aparecer" foi por minha conta.
Tá bem, vamos lá: estas meninas não fazem a menor falta para a F-1, porque do jeito como elas ficam, não tem nenhuma interação com o público da categoria. A Liberty nunca escondeu que o maior público-alvo a conquistar é o da internet, além do que está nos autódromos ou assiste pela TV. Para os internautas, estas gurias do grid não fazem nenhuma diferença.
Mas, também, tem um outro lado: as grid girls não incomodavam ninguém, não eram um problema vital, como a implantação do Halo para proteger a cabeça do piloto. Então, por que tirá-las?



Maiores parcerias equipe/motor

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

A temporada deste ano abrirá duas novas parcerias entre equipe e fabricante de motores, a Toro Rosso com a Honda e a McLaren com a Renault. Não contando Ferrari, Mercedes e até a própria Renault, que produzem seus motores, vamos fazer uma viagem aos números das principais parcerias equipe/motor da história da F-1.
Ah, para mim, as duas novas parcerias darão certo. A McLaren e a Renault porque é um casamento certo na hora certa. A Toro Rosso  se dará bem porque os japoneses estão mordidos e precisam mostrar serviço. Um novo fracasso da Honda levaria japonês a querer reviver o seppuku, o popular haraquiri. Popular lá no Oriente, diga-se.

McLaren e Honda, de 88 a 92
8 títulos (somando o de pilotos e o de construtores), 44 vitórias, 53 poles e 91 pódios.

Williams e Renault, de 89 a 97
9 títulos, 63 vitórias, 79 poles e 141 pódios

McLaren e Mercedes, de 95 a 2014
4 títulos, 78 vitórias, 76 poles e 231 pódios

Lotus e Ford-Cosworth, de 67 a 83
9 títulos, 47 vitórias, 56 poles e 97 pódios

Red Bull e Renault, de 2007 até o momento
8 títulos, 55 vitórias, 58 poles e 147 pódios

Cooper e Climax, de 57 a 65
4 títulos, 14 vitórias, 10 poles e 48 pódios

McLaren e TAG (Porsche), de 84 a 87
4 títulos, 25 vitórias, 7 poles e 54 pódios

Williams e Honda, de 83 a 87
3 títulos, 23 vitórias,19 poles e 14 pódios



A vida secreta de Hartley

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

O neozelandês Brandon Hartley é a bola da vez na série Vida Secreta da Fórmula-1, com o perfil do piloto de 28 anos da Toro Rosso para a temporada deste ano. O cara se orgulha da exuberante e linda natureza de seu país, fartamente explorada na série premiada do cinema O Senhor dos Aneis, de Peter Jackson, também neozelandês.

- Além de dirigir um carro de Fórmula 1, qual seu outro barato na vida?
Brendon Hartley: andar com minha mountain bike. Quando estou na Nova Zelândia, passo a maior parte dos meus dias andando de bicicleta na floresta. Tenho uma sensação de adrenalina e realização quando chega ao topo da colina.

- Qual último filme te fez chorar?
BH: você vê tantos filmes nos aviões indo para os fins de semana da F-1. O último filme que vi foi o Baby Driber, Em Ritmo de Fuga. É também o último filme que lembro pelo nome.

- Do que você tem medo?
BH: de aranhas.

- Qual foi o último livro que você leu?
BH: O Guia do Hitchhiker para a Galáxia . De vez em quando, leio este livro, toda vez que quero dar uma boa risada.

- O que seus professores disseram sobre você no relatório da escola?
BH: que eu era muito curioso. Sempre quis chegar ao cerne das coisas. Isso provavelmente irritava os professores. Era muito bom na ciência, gostava de matemática, mas nunca fui bom em História ou em línguas.

- Você tem vícios ocultos?
BH:  tenho alguns prazeres, mas não diria que me sinta culpado por algum deles.

- Você coleciona alguma coisa?
BH: coleciono as credenciais das corrida. Tenho todas desde que comecei a correr na Europa.

- Do que você mais sente falta de casa quando viaja?
BH: a sombra do azul do céu. Estar na natureza, na floresta. Ah, e as noites estreladas.

- Qual foi a sua pior compra?
BH:  nada, realmente. Não tenho tantas coisas.

- Qual é o erro mais embaraçoso que você já fez?
BH: não consigo pensar em um. Na verdade, isso é bom. Sei que é chato, mas não me tomo muito a sério para me envergonhar.

- Quando foi a última vez que você ficou realmente brabo?
BH: estou certo de que deve haver algo. Talvez, se alguém corta a fila em um check-in...

- Qual superpoder preferiria ter: ser capaz de voar ou ser capaz de se tornar invisível?
BH:  invisível. Ou na verdade eu pegaria os dois: os pássaros sempre me fascinavam quando criança. Eu podia vê-los por horas, imaginando estar lá em cima com eles.

- Você canta no chuveiro?
BH: graças a Deus, não! (Risos)

- Você acredita no amor à primeira vista?
BH: não. Luxúria à primeira vista, sim, amor, não.

- Qual é a pior coisa sobre ser famoso?
BH: não sou famoso, e e não quero ser famoso. Sinto muito por pessoas que têm tanta fama que não podem se sentar com amigos em um restaurante ou fazer outras coisas normais. Se você não pode ser normal em um lugar público, então isso deve ser realmente triste.

- Você pode convidar três pessoas para jantar, que estejam vivas ou que já tenham morrido ou morrer. Quem você convida?
BH: alguém de cem anos atrás, alguém de cem anos no futuro, alguém agora e eu.

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?
BH: não temer o futuro, experimentando coisas pela primeira vez.

- O que todos deveriam experimentar uma vez na vida?
BH:
ter pequenos desafios na natureza. Escalar uma montanha, andar de bicicleta no bosque. Coisas que todos podem fazer.



Mercedes e Ferrari saem empatadas

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

No calendário de apresentação dos novos modelos para a temporada 2018 da Fórmula-1, Mercedes e Ferrari já largam empatadas. As duas mostrarão as novas máquinas no dia 22 de fevereiro, daqui a pouco mais de um mês, portanto. A McLaren revelará sua arma no dia seguinte, em 23 de fevereiro.
A pré-temporada terá duas rodadas, ambas no circuito de Montmeló, em Barcelona, a primeira de 25 de fevereiro a 1 de março e a segunda de 6 a 9 de março. A temporada se inicia no dia 25 de março, na Austrália, daqui a 64 dias.



Williams escolhe o russo

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

A Williams finalmente se decidiu pelo companheiro do canadense Lance Stroll, de 19 anos. Será o russo Sergey Sirotkin, de 22 anos, em detrimento do polonês Robert Kubica. Falou mais alto o barril de dólares colocado por Putin para garantir a vaga para o piloto de seu país. Eu estava torcendo por Kubica, por um monte de motivos, um em especial em favor da própria Williams, mas isto eu falo a seguir.
Não acho que um carro da Fórmula-1, o supra-sumo de tecnologia  e recursos sobre rodas do planeta, tenha de ter adaptações para que um cara com deficiência possa pilotá-lo. Um carro da F-1 tem de ser igual para todos, e isto nada tem a ver com o problema que o Kubica tem na mão direita, praticamente perdida em um acidente no rali em 2011.
O italiano Alessandro Nannini teve uma mão reimplantada depois da queda de um helicóptero em que estava em 1990. Nannini era na época a grande revelação da Benetton e da F-1. No entanto, mesmo com o sucesso da cirurgia de reimplante da mão, o italiano jamais voltou a pilotar um carro de F-1. Foi correr no Mundial de Turismo da FIA, com belas apresentações, em um carro adaptado.
Agora, a opção da Williams por Sirotkin terá consequências, negativas, para a equipe do velho Frank. Nunca uma equipe da F-1 teve êxito com uma dupla de pilotos tão jovem. E nisto, a opção correta seria ter ficado com o Kubica.
Se buscarem todos os começos de pilotos promissores na F-1, verão que sempre teve um cara mais experiente na equipe quando o jovem chegou. Só alguns exemplos:

- Emerson Fittipaldi na Lotus em 70. A equipe de Colin Chapman tinha o austríaco Jochen Rindt, aliás, campeão naquele ano.
- Niki Lauda na Ferrari em 74. A equipe italiana tinha o suíço Clay Regazzoni.
- Nelson Piquet na Brabham em 79. A equipe de Bernie Ecclestone tinha Lauda, que se tornou o professor de Piquet.
- Ayrton Senna na Lotus em 85. A equipe inglesa tinha o italiano Elio de Angelis.
- Michael Schumacher na Benetton em 92. A equipe tinha Piquet.
- Mika Hakkinen na McLaren em 93. A equipe de Ron Dennis tinha Senna.
- Lewis Hamilton na McLaren em 2007. A equipe inglesa tinha o espanhol Fernando Alonso.
- Sebastian Vettel na Red Bull em 2009. A equipe austríaca tinha o australiano Mark Webber.

Portanto, a Williams terá um alívio nos seus cofres, mas sofrerá com esta gurizada.Que não reclame depois...



O grande Dan Gurney!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Considerado uma das maiores lendas do automobilismo, morreu neste domingo o norte-americano Daniel Gurney, o espetacular Dan Gurney, com 86 anos. Piloto e construtor de carros de competição, Gurney foi pioneiro em muitas coisas que conhecemos hoje nas pistas, especialmente: foi o primeiro corredor a “estourar” o champanha no pódio – na vitória nas 24 Horas de Le Mans de 67 -, o primeiro a usar um capacete cobrindo todo o rosto – no GP da Alemanha de 68 -, quem inventou a chamada Asa Gurney, um pequeno apêndice vertical na extremidade do aerofólio traseiro e que todos os carros utilizam atualmente, um dos três pilotos a vencer corrida na Fórmula-1, na Indy, nas 500 Milhas, na Nascar e em Protótipos (Le Mans). Os outros dois são o ítalo-americano Mario Andretti e o colombiano Juan Pablo Montoya.
Gurney também era um homem bonito. Por isto, seu filho divulgou esta nota para a imprensa nesta segunda-feira:

- Meu pai se despediu com um leve sorriso em seu rosto lindo pouco antes do meio-dia.



Voltar para o conteúdo | Voltar para o Menu principal