12/2017 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Carro bonito é o que vence

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Enzo Ferrari costumava dizer: “carro bonito é o que vence”. Difícil contrariar mais esta máxima do “vecchio comendadore”.
Pois o tetracampeão Lewis Hamilton disparou contra os modelos da Fórmula-1 da próxima temporada:
Teremos os carros mais feios da História. Além disto, serão muito pesados. A F-1 deveria ter os melhores carros do mundo e não uns que mais parecem um Nascar.
Exagero! Os próximos modelos do Mundial não têm nada a ver com os carroções da categoria norte-americana, verdadeiros tanques de guerra sobre rodas. Mas Hamilton não deixa de ter um pouco de razão. Os carros de 2018 terão o tal do Halo (a geringonça que pretensamente protegerá a cabeça do piloto). É muito feio! Além de serem, de fato, 35 quilos mais pesados, os carros.
Quanto ao segundo detalhe, uma consequência imediata: os pilotos terão de adiantar a zona de freada, tornando os tempos de volta mais altos, com o agravante de sobrecarregar os freios. Nenhum piloto gosta disto. Em relação ao Halo, cabe uma discussão automobilística filosófica.
É justo só a partir da segunda década do novo milênio os mandatários da F-1 se preocuparem com a integridade da cabeça do piloto? Só agora, depois de 67 campeonatos e centenas de cabeças a prêmio? Um carro tipo fórmula tem suas características, e todo o corredor que se aventura nesta jornada sabe dos riscos: o bólido-fórmula tem os pneus à mostra e o cockpit é aberto, sujeito a um carro aterrissar sobre um outro, como ocorreu com Fernando Alonso na largada do GP da Bélgica de 2012, na qual a Lotus do francês Romain Grosjean decolou em quase caiu sobre a Ferrari do espanhol, ou a um arremesso da ponta de uma suspensão sobre a viseira do capacete, que matou Ayrton Senna em 1994.
Pensando-se unicamente na vida do piloto, é evidente que a entrada do Halo é bem-vinda. No entanto, o carro da principal categoria do automobilismo começa, assim, a perder a condição de ser um fórmula. Em parte, claro!
A construção de um F-1 sempre esteve ligada à estética, embora os aficionados acabem se acostumando com as pequenas aberrações surgidas de tempos em tempos, como por exemplo, os modelos de 2009 a 2016, com o aerofólio traseiro colocado muito para cima e o dianteiro enorme, a la limpa-trilhos de trem.
Na conjunção carro bonito com carro vencedor, o maior ícone é também um dos modelos mais importantes de toda a trajetória da F-1, surgida em 50: a Lotus 72D, idealizada pelo gênio Colin Chapman em 70.
Só para se ter uma noção exata do significado da barata (uma das belezuras aí de cima) que deu o primeiro campeonato para o Brasil, em 72, para a F-1, um dado impressionante: os carros como o circo conhece atualmente têm as linhas básicas da Lotus 72D, de tão revolucionária que ela foi para a época.
Considerado também o mais bonito da história da F-1, aquele carro preto e dourado de Chapman uniu o belo com o vencedor. Por todas as soluções aerodinâmicas e pelas conquistas, aquela Lotus teve uma longevidade de seis anos, algo impensável para os dias de hoje.
Hamilton talvez tenha razão no seu julgamento sobre os modelos de 2018. Porém, no outro sentido desta rodovia estão dois itens essenciais: a segurança e a modernidade. Nisto, não dá para se esquecer que os primeiros carros da F-1 não tinham sequer cinto de segurança, os pneus eram estreitos quanto os de uma bicicleta, adotavam a prosáica forma de um charuto e a proteção da cabeça dos pilotos era uma touca de couro. A roda da modernidade não pode parar de girar.
Ah, ainda o Halo: uma pintura escura da peça, como a que está equipando a Red Bull da outra foto aí de cima, seria uma medida muito saudável. Para os olhos, de que assiste e de quem está no cockpit.



Uma retrospectiva (um pouco) às avessas

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Terminada a primeira temporada com a Fórmula-1 sob nova direção, da norte-americana Liberty, nada mais óbvio que se aponte os destaques do campeonato, assim como os pontos negativos. Seria evidente apontar o inglês Lewis Hamilton, o campeão, como o melhor piloto do ano, seguido na cola pelo alemão Sebastian Vettel. Os dois protagonizaram uma disputa emocionante, como há muito tempo não víamos entre duas equipes diferentes, no caso, a Mercedes e a Ferrari. Até a escuderia italiana errar feito uma principiante no terço final da temporada.
Mas para fugir das manjadas retrospectivas, é divertido brincar um pouco buscando os melhores do resto da turma, dos bravos heróis da resistência, que encararam a bronca sem ter uma Mercedes ou uma Ferrari nas mãos. Na parte de baixo, no entanto, com os piores do circo, os habitantes do porão, receberão o tratamento tradicional, sem complacência. Embora tenha enfrentado problemas nas duas últimas corridas, Brasil e Abu Dhabi, o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi o grande cara de 2017, com uma vitória, no Azerbaijão, oito pódios e atuações convincentes, além de ganhar a parada contra o companheiro, o holandês Max Verstappen, a joia de ouro entre os novos talentos. Mesmo se colocarmos Hamilton, Vettel, o espanhol Fernando Alonso e o finlandês Kimi Raikkonen, Ricciardo talvez seja o piloto mais técnico da atualidade, sem deixar de lado o arrojo.
Fica também na Red Bull o título de melhor carro do ano, com apenas metade da temporada de percurso. Explica-se: envolvido com o projeto do superesportivo AM-RB 001 – parceria da equipe austríaca com a Aston Martin -, o projetista inglês Adrian Newey não participou ativamente da criação do RB13, o bólido de Ricciardo e Verstappen. Na metade do ano, Newey foi convocado pela equipe e “desentortou” o carro, que fez as últimas etapas do campeonato quase junto à Mercedes e à Ferrari.
Se a F-1 continua tendo as melhores pistas do mundo – Spa-Francorchamps, Monza, Silverstone e Circuito das Américas, só para dizer que não foi mencionado um dos novos -, permanece com aberrações de todos os tipos, como Marina Bay, em Cingapura, Baku, no Azerbaijão, e, notadamente, Yas Marina, em Abu Dhabi. Mônaco é um caso à parte, por favor!
O circuito dos Emirados Árabes Unidos é a legítima Mil e Uma Noites, lindo, com visual magnífico e um local ultramoderno. No entanto, como Nelson Piquet disse na inauguração de Magny-Cours, na França, em 1991: “só esqueceram de fazer a pista”. Não que o Yas Marina seja uma “pista de kart”, o Yas Marina não é uma pista de automobilismo. E assim deve ser tratado.
Um circuito entra no coração dos pilotos por algumas características, por curvas marcantes ou por pontos desafiadores, e acaba ficando conhecido por isto. O novo Interlagos, por exemplo, surgido em 89, é uma pista chata, bem distante do antigo traçado do autódromo paulistano. Entretanto, tem o S do Senna e o Laranjinha. Yas Marina não tem nada, só beleza!
Ainda entre a turma do porão, três pilotos foram ou continuam sendo “ETs” no grid. O pior sem a menor sombra de dúvidas é Marcus Ericsson. O sueco não encontra absolvição nem na precariedade da Sauber, pois o alemão Pascal Wehrlein consegue alguma coisa com a mesma “carroça suíça”.
Já o inglês Jolyon Palmer e o dinamarquês Kevin Magnussen estão em outro patamar: não são pilotos de F-1. O primeiro irritou tanto a Renault que recebeu um pontapé na bunda logo após a metade da temporada, substituído pelo espanhol Carlos Sainz Jr., um dos bons nomes da nova safra.
Quanto a Magnussen, ninguém sabe ao certo o motivo de ele estar dentro do cockpit de um carro da principal categoria do automobilismo. Só para ficarmos na prova mais recente, o dinamarquês fez duas bobagens – captadas pela câmara onbord da Haas – na primeira volta que mereceriam “fuzilamento”. Apesar disto, no terreno do surrealismo, Magnussen teve contrato renovado para 2018. Por esta razão, a norte-americana Haas não tem o direito de reclamar da vida.
Em qualquer esporte ou ramo da vida, tem os melhores e os piores. A história e as estatísticas apontarão para sempre nos livros que Hamilton foi o melhor piloto de 2017. E estarão certos. Mas é bom saber também que a temporada não teve apenas o ótimo piloto inglês.
Ah, na foto aí de cima, está o melhor, Ricciardo, no pior circuito, Abu Dhabi.



4 anos da queda do Schumi

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Na próxima sexta completam-se quatro anos do acidente de esqui do heptacampeão Michael Schumacher, ocorrido nos Alpes suíços, no qual ele teria saído da pista para ajudar um outro praticante, sofrendo a queda e batendo de cabeça em uma grande pedra. Desde aquele dia 29 de dezembro, o ex-piloto alemão está em coma. Pouca, ou quase nada, informação se tem do real estado de saúde de Schumacher. Segundo a imprensa alemã, a família estaria gastando cerca de US$ 20 milhões no tratamento do tetracampeão, em uma UTI montada em sua casa na Suíça.
Schumacher sempre praticou bem todo o tipo de esporte, como o futebol e o próprio esqui. Nos famosos encontros da Ferrari em janeiros nos Alpes italianos, o alemão sempre deu show na neve, enquanto Rubens Barrichello, por exemplo, se limitava a caminhar com os esquis nos pés.



Feliz Natal!

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Como de costume, o Feliz Natal do Blog da Fórmula-1 pega carona na Red Bull, que tradicionalmente faz cartões bem-humorados ou distribui mensagens bacanas como esta com o Max Verstappen e o Daniel Ricciardo posando de duendes e entregando presentes para a galera dentro da fábrica da equipe austríaca, a mais desportiva da Fórmula-1. Ou seria a única?

Neste link, dá uma olhada no vídeo:



O mais dramático do ano

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A Liberty, nova dona da Fórmula-1, escolheu o Momento Mais Dramático da temporada ganha por Lewis Hamilton e terminada no final do mês passado, em Abu Dhabi. Para os norte-americanos, a largada do GP de Cingapura foi o momento mais tenso do ano, com a tripla batida dos três primeiros colocados do grid, Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen e Max Verstappen.
Eu diria mais: este foi o lance decisivo da temporada. Pole position e favorito destacado para ganhar no circuito de Marina Bay, Vettel jogou tudo fora ao tentar fechar a porta desnecessariamente sobre o Verstappen. Raikkonen já vinha pelo lado de fora para passar os dois, o que não seria nenhum problema, pois o finlandês entregaria a posição para o companheiro de Ferrari no decorrer da prova.
Foi a virada do campeonato. Então líder, Vettel ficou no zero em Cingapura e ainda viu o oponente Hamilton partir para a vitória naquele dia.



Ferrari faz nova ameaça

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Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, anunciou o lançamento do novo modelo para a Fórmula-1, "o carro que vai vingar o campeonato perdido para a Mercedes neste ano", como o mandatário disparou. O novo bólido de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen será apresentado no dia 22 de fevereiro.
Marchionne voltou a ameaçar a Liberty, nova dona da F-1, de abandono da categoria e lançamento de um campeonato paralelo. A Ferrari não aceita as novas regras dos motores previstas para 2021 e muito menos com a retirada da cota extra histórica dada para a equipe italiana.
Sergio, no novo carro, eu acredito que possa voltar a fazer frente para a Mercedes. Na segunda questão, conversa pra boi dormir! A Ferrari é tão importante para a F-1 quanto a F-1 é importante para a Ferrari. Ponto! Vamos a outros assuntos.



Vaga na Williams abre-se de novo

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A Williams já assinou contrato com o polonês Robert Kubica. No entanto, um assunto domina os bastidores e o coração da equipe do velho Frank: dinheiro. E aí, a última vaga no grid de 2018 pode estar novamente se abrindo.
Acontece que o governo russo está acenando com R$ 60 milhões para garantir o conterrâneo Sergey Sirotkin, 22 anos, no lugar que era de Felipe Massa e agora era de Kubica. Vamos ver o que vem por aí. A decisão pode até não vir mais este ano.



O design da nova Ferrari

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Sebastian Vettel revelou em sua conta no Facebook uma prévia do  design do carro da Ferrari de 2018, a SF18H, sem a barbatana, com o Halo de proteção do cockpit e com o aerofólio dianteiro todo vermelho. Achei lindo! Obviamente, o carro verdadeiro só ficará pronto em fevereiro.



Hamilton premiado

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Lewis Hamilton e a Mercedes foram os grandes premiados na festa de galã promovida pela FIA no Palácio de Versailles, em Paris. O inglês recebeu o troféu oficial de campeão da temporada da Fórmula-1 das mãos do recentemete reeleito presidente da entidade máxima do automobilismo, o francês Jean Todt, multicampeão pela Ferrari na primeira década deste milênio.
Hamilton agradeceu à Mercedes pelo ano vitorioso no duro duelo contra Sebastian Vettel e a Ferrari, e prometeu uma temporada ainda melhor em 2018. Diplomaticamente, o tetracampeão descartou ir atrás dos recordes de Michael Schumacher. Para ele, igualar os cinco campeonatos de Juan Manuel Fangio já serão de bom tamanho. Ninguém acreditou...



Mundial de 2018 confirmado

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A FIA confirmou nesta quinta-feira o calendário do próximo ano, com 21 provas e a volta do GP da França, em Paul Ricard. O Mundial estreia mais uma vez na Austrália, dia 25 de março.

1.   Austrália, Albert Park, 25 de março
2.   Bahrein, Sakhir, 8 de abril
3.   China, Xangai, 15 de abril
4.   Azerbaijão, Baku, 29 de abril
5.   Espanha, Montmeló, 13 de maio
6.   Mônaco, Monte Carlo, 27 de maio
7.   Canadá, Gilles Villeneuve, 10 de junho
8.   França, Paul Ricard, 24 de junho
9.   Áustria, Zeltweg, 1 de julho
10. Inglaterra, Silverstone, 8 de julho
11. Alemanha, Hockenheim, 22 de julho
12. Hungria, Hungaroring, 29 de julho
13. Bélgica, Spa-Francorchamps, 26 de agosto
14. Itália, Monza, 2 de setembro
15. Cingapura, Marina Bay, 16 de setembro
16. Rússia, Sochi, 30 de setembro
17. Japão, Suzuka, 7 de outubro
18. EUA, Circuito das Américas, 21 de outubro
19. México, Hermanos Rodriguez, 28 de outubro
20. 20, Brasil, Interlagos, 11 de novembro
21. Abu Dhabi, Yas Marina, 25 de novembro



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