01/2018 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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O grande Dan Gurney!

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Considerado uma das maiores lendas do automobilismo, morreu neste domingo o norte-americano Daniel Gurney, o espetacular Dan Gurney, com 86 anos. Piloto e construtor de carros de competição, Gurney foi pioneiro em muitas coisas que conhecemos hoje nas pistas, especialmente: foi o primeiro corredor a “estourar” o champanha no pódio – na vitória nas 24 Horas de Le Mans de 67 -, o primeiro a usar um capacete cobrindo todo o rosto – no GP da Alemanha de 68 -, quem inventou a chamada Asa Gurney, um pequeno apêndice vertical na extremidade do aerofólio traseiro e que todos os carros utilizam atualmente, um dos três pilotos a vencer corrida na Fórmula-1, na Indy, nas 500 Milhas, na Nascar e em Protótipos (Le Mans). Os outros dois são o ítalo-americano Mario Andretti e o colombiano Juan Pablo Montoya.
Gurney também era um homem bonito. Por isto, seu filho divulgou esta nota para a imprensa nesta segunda-feira:

- Meu pai se despediu com um leve sorriso em seu rosto lindo pouco antes do meio-dia.



A volta da McLaren protagonista

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Depois de lançar a Honda para o espaço no ano passado e casar com a Renault para fornecimento de motores, a McLaren tem enormes esperanças de voltar a brigar pelas primeiras posições na Fórmula-1, aliás, seu lugar de direito. A equipe inglesa, agora comandada por Zak Brown, só perde em tradição e resultados para a Ferrari.
Embora o novo carro ainda esteja distante de ser revelado, Brown adianta que o time não correrá em 2018 com o laranja, cor oficial da escuderia fundada pelo neozelandês Bruce McLaren, em 66.

Fala Brown:
- O visual da McLaren atingirá um outro nível e será empolgante. Sabemos qual será o visual das outras equipas em 2018, mas as pessoas verão a maior mudança dentro e fora da pista com a McLaren na Austrália. Haverá alguma ligação com nossa história, mas ainda não terminamos a pintura porque muito depende dos patrocinadores. Vem aí uma nova era. Estamos de volta e teremos coisas ótimas. Precisamos voltar a ser uma equipe da qual as outras têm inveja. Sinto que estamos no caminho.



Vettel e Kvyat em rota de colisão

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Na Fórmula-1, o “nunca” é uma coisa inexistente. Tudo pode acontecer de uma hora para outra, mesmo que os prognósticos apontem a direção contrária. Contratos, por exemplo, não significam rigorosamente nada.
Agora, a Ferrari anuncia o russo Daniil Kvyat como novo piloto de desenvolvimento da equipe. É o antigo piloto de testes, que atualmente faz simulações no computador, pois os testes de pistas são proibidos.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Só que o maluco do Kvyat é o cara que se enroscou duas vezes em 2016 com Sebastian Vettel, o que levou o tetracampeão, ídolo na Red Bull, a pedir a cabeça do russo na equipe austríaca para Christian Horner, ex-patrão e amigo do alemão.
Apesar de ser alemão, Vettel tem uma veia latina e não costuma esquecer do que fizeram de mal para ele.



Queda de braço: F-1 x Ferrari

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Nova dona da Fórmula-1, a norte-americana Liberty resolveu encara a queda de braço com a Ferrari, que ameaça deixar a categoria por causa das novas regras de motores para 2021. A equipe italiana aponta inclusive para a criação de um Mundial paralelo. Nesta quinta, Ross Brawn, diretor esportivo da F-1, disse que “o objetivo é trabalhar em conjunto com a Ferrari, mas dentro dos limites pretendidos, pois, mesmo se os italianos saírem de cena, a F-1 continuará”.

- A Ferrari e a F-1 têm pontos em comum, claro. A equipe italiana é parte do DNA da F-1, mas devemos caminhar dentro dos limites do bom senso – destacou Brawn, que como diretor esportivo da Ferrari foi pentacampeão de 2000 a 2004 ao lado de Michael Schumacher e Jean Todt, atual presidente da FIA.

Para Brawn, a Liberty não sabe se a F-1 ficará melhor ou pior sem a Ferrari, mas é necessário que a equipe trabalhe em conjunto com a categoria:

- Não podemos ter uma situação na qual fazemos de tudo que uma equipe exige, seja ela a Ferrari, a Mercedes, a Renault ou outra qualquer.

Tão logo assumiu, a Liberty mexeu com um vespeiro: tirar uma cota milionária paga para a Ferrari anualmente, simplesmete porque ela é a Ferrari. As outras equipes não têm esta regalia.



Principais mudanças nas regras

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Após mudar bastante a configuração dos carros de 2017, tornando-os até 5 segundos mais rápidos, dependendo da pista, a FIA mexe novamente nas regras técnicas e esportivas para este ano, com bólidos 35 quilos mais pesados. As principais mudanças são:

- Proibição da barbatana e a asa em T, em cima da própria barbatana - ótima medida, aquelas coisas são muito feias.
- Entrada do Halo, a estrutura de proteção da cabeça do piloto – esteticamente, um pavor. Mas se ajuda a salvar o piloto, ótimo.
- Apenas três motores por temporada – medida para baixar os custos. Na prática, pouco muda, porque as fabricantes aumentarão a vida útil dos motores. A F-1 sempre soube driblar este tipo de limitação.
- Mais um tipo de pneu slick macio – no caso, um grudento. Entra o pneu com faixa cor de rosa, o hipermacio, mais rápido que o ultramacio, que permanece. Não sei que nome os caras darão toda a vez que colocam um pneu mais macio. Era o supermacio, passou para ultramacio e agora, hipermacio. Se é para tornar os carros mais rápidos, ótimo.
- Baixamento da guarda com as punições no grid de largada – ótimo, tinha piloto que tomava tanta punição que largava de outro continente no domingo.
- Banimento da asa aberta, ou asa móvel, ou DRS – o chamado gol falso, pois não dava chance de defesa de posição para o piloto que ía à frente. Golaço! Esse, verdadeiro.



A vida secreta de Ricciardo

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Continuando com a série A Vida Secreta que a Fórmula-1 faz com o atual grid, o australiano Daniel Ricciardo, de 28 anos, o piloto mais simpático e extrovertido que o circo viu em muitos anos. Para alguns, o meu xará tem mais dentes que um tubarão. E eles estão sempre à mostra. Mas Ricciardo é bem mais que isto. Campeão da Fórmula-3 Inglesa em 2009, Ricciardo herdou o lugar do compatriota Mark Webber na Red Bull, para correr ao lado do tetracampeão Sebastian Vettel, se saindo melhor que o companheiro em 2014. O australiano é um dos pilotos mais completos do momento e, talvez, o mais técnico. Acompanhe suas preferências.

- Além de pilotar um carro de Fórmula-1, qual o seu divertimento favorito?
Daniel Ricciardo: música ao vivo. Sou frequentador frequente de concertos. Pessoalmente, sou brilhante em tocar guitarra! (Risos)

- Qual último filme te fez chorar?
DR: A Culpa é das Estrelas . Vi isto no avião para o Brasil e estava e me vi realmente chorando. Tenho uma teoria de que estar em um avião faz você ficar mais emotivo: ou choro, ou, se é uma comédia, rio muito alto.

- Do que você tem medo?
DR: das coisas comuns: cobras, tubarões e aranhas. Em um nível emocional, diria de arrependimentos. Não que eu os tenha, mas não é algo que eu gostaria de ter.

- O que seus professores disseram sobre você no relatório da escola?
DR:  “fala demais!”

- Você tem “vícios” secretos?
DR: chocolate - acho que como todos os outros pilotos.

- Você coleciona alguma coisa?
DR:  não mais. Costumava colecionar modelos de moto Valentino Rossi, e quando eu era criança, colecionava rolhas - sim, as coisas que fecham uma garrafa de vinho. Toda vez que eu ia com meus pais para um restaurante e eles tinham uma garrafa de vinho, pegava a rolha de cortiça. Ainda não sei por que fazia isso ... foi um pouco estranho.

- O que você mais sente falta de casa quando viaja?
DR:  café da manhã e café da manhã australianos. São coisas completamente subestimadas no resto do mundo.

- Qual foi a sua pior compra?
DR: não gasto estupidamente. Sou muito inteligente com meu dinheiro.

- Qual foi o erro mais embaraçoso que você já fez?
DR: geralmente, não fico envergonhado. E se algo realmente embaraçoso acontecer, eu rio.

- Quando foi a última vez que você ficou realmente brabo?
DR: no Brasil, no ano passado, não na corrida, mas na  classificação. Depois, estive em um evento naquela noite e um cara que me expulsou do lugar. Dia infernal!

- Qual superpoder preferia ter: ser capaz de voar ou ser capaz de se tornar invisível?
DR: ser capaz de voar. Porque alguém tão bonito quanto eu ía desejar ficar invisível! (Risos)

- Você canta no chuveiro - se sim, o que?
DR: sim, muito! Música country, algo simples, que eu posso cantar junto.

- Você acredita no amor à primeira vista?
DR: creio em atração primeiro, o amor leva tempo. Provavelmente agora estou superando este amor à primeira vista. Você tivesse me perguntado há 10 anos, teria dito que sim.

- Qual é a pior coisa sobre ser famoso?
DR: demanda. Muitas pessoas têm seu endereço de e-mail.

- Você pode convidar três pessoas para jantar, que esteja viva ou que já tenha morrido. Quem você convidaria?
DR: um comediante, Adam Sandler ou Will Ferrell, uma menina bonita, Sophia Bush, ela estava em uma série de TV quando eu era mais jovem, e um músico legal, Bob Dylan.

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?
DR: a energia que você teve, sem compromissos.

- O que todos deveriam experimentar uma vez na vida?
DR:
paraquedismo. O sentimento não é natural, está um pouco fora desse mundo.



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