01/2018 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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F-1 corre com as grid girls!

Dias ao Volante
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Passei o ano passado inteiro elogiando a Liberty, nova dona da Fórmula-1, até a última decisão dos caras em mudar o logotipo da categoria, no final de 2017. Mas admito que também essa decisão foi uma questão de gosto. O meu, foi vencido, tudo bem, vida que segue!
Agora, a Liberty anuncia o banimento das grid girls dos GPs, aquelas meninas que seguram as placas com o número e o nome dos pilotos na sua posição no grid de largada. Notem bem, não é o banimento das mulheres dos bastidores da F-1, são só estas que ficavam no grid.
O motivo alegado para a retirada: "elas estão ali apenas para um seleto grupo de pessoas, principalmente de patrocinadores que vinculam seus nomes nas placas, e para estarem junto de celebridades que querem aparecer". O "aparecer" foi por minha conta.
Tá bem, vamos lá: estas meninas não fazem a menor falta para a F-1, porque do jeito como elas ficam, não tem nenhuma interação com o público da categoria. A Liberty nunca escondeu que o maior público-alvo a conquistar é o da internet, além do que está nos autódromos ou assiste pela TV. Para os internautas, estas gurias do grid não fazem nenhuma diferença.
Mas, também, tem um outro lado: as grid girls não incomodavam ninguém, não eram um problema vital, como a implantação do Halo para proteger a cabeça do piloto. Então, por que tirá-las?



Maiores parcerias equipe/motor

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A temporada deste ano abrirá duas novas parcerias entre equipe e fabricante de motores, a Toro Rosso com a Honda e a McLaren com a Renault. Não contando Ferrari, Mercedes e até a própria Renault, que produzem seus motores, vamos fazer uma viagem aos números das principais parcerias equipe/motor da história da F-1.
Ah, para mim, as duas novas parcerias darão certo. A McLaren e a Renault porque é um casamento certo na hora certa. A Toro Rosso  se dará bem porque os japoneses estão mordidos e precisam mostrar serviço. Um novo fracasso da Honda levaria japonês a querer reviver o seppuku, o popular haraquiri. Popular lá no Oriente, diga-se.

McLaren e Honda, de 88 a 92
8 títulos (somando o de pilotos e o de construtores), 44 vitórias, 53 poles e 91 pódios.

Williams e Renault, de 89 a 97
9 títulos, 63 vitórias, 79 poles e 141 pódios

McLaren e Mercedes, de 95 a 2014
4 títulos, 78 vitórias, 76 poles e 231 pódios

Lotus e Ford-Cosworth, de 67 a 83
9 títulos, 47 vitórias, 56 poles e 97 pódios

Red Bull e Renault, de 2007 até o momento
8 títulos, 55 vitórias, 58 poles e 147 pódios

Cooper e Climax, de 57 a 65
4 títulos, 14 vitórias, 10 poles e 48 pódios

McLaren e TAG (Porsche), de 84 a 87
4 títulos, 25 vitórias, 7 poles e 54 pódios

Williams e Honda, de 83 a 87
3 títulos, 23 vitórias,19 poles e 14 pódios



A vida secreta de Hartley

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O neozelandês Brandon Hartley é a bola da vez na série Vida Secreta da Fórmula-1, com o perfil do piloto de 28 anos da Toro Rosso para a temporada deste ano. O cara se orgulha da exuberante e linda natureza de seu país, fartamente explorada na série premiada do cinema O Senhor dos Aneis, de Peter Jackson, também neozelandês.

- Além de dirigir um carro de Fórmula 1, qual seu outro barato na vida?
Brendon Hartley: andar com minha mountain bike. Quando estou na Nova Zelândia, passo a maior parte dos meus dias andando de bicicleta na floresta. Tenho uma sensação de adrenalina e realização quando chega ao topo da colina.

- Qual último filme te fez chorar?
BH: você vê tantos filmes nos aviões indo para os fins de semana da F-1. O último filme que vi foi o Baby Driber, Em Ritmo de Fuga. É também o último filme que lembro pelo nome.

- Do que você tem medo?
BH: de aranhas.

- Qual foi o último livro que você leu?
BH: O Guia do Hitchhiker para a Galáxia . De vez em quando, leio este livro, toda vez que quero dar uma boa risada.

- O que seus professores disseram sobre você no relatório da escola?
BH: que eu era muito curioso. Sempre quis chegar ao cerne das coisas. Isso provavelmente irritava os professores. Era muito bom na ciência, gostava de matemática, mas nunca fui bom em História ou em línguas.

- Você tem vícios ocultos?
BH:  tenho alguns prazeres, mas não diria que me sinta culpado por algum deles.

- Você coleciona alguma coisa?
BH: coleciono as credenciais das corrida. Tenho todas desde que comecei a correr na Europa.

- Do que você mais sente falta de casa quando viaja?
BH: a sombra do azul do céu. Estar na natureza, na floresta. Ah, e as noites estreladas.

- Qual foi a sua pior compra?
BH:  nada, realmente. Não tenho tantas coisas.

- Qual é o erro mais embaraçoso que você já fez?
BH: não consigo pensar em um. Na verdade, isso é bom. Sei que é chato, mas não me tomo muito a sério para me envergonhar.

- Quando foi a última vez que você ficou realmente brabo?
BH: estou certo de que deve haver algo. Talvez, se alguém corta a fila em um check-in...

- Qual superpoder preferiria ter: ser capaz de voar ou ser capaz de se tornar invisível?
BH:  invisível. Ou na verdade eu pegaria os dois: os pássaros sempre me fascinavam quando criança. Eu podia vê-los por horas, imaginando estar lá em cima com eles.

- Você canta no chuveiro?
BH: graças a Deus, não! (Risos)

- Você acredita no amor à primeira vista?
BH: não. Luxúria à primeira vista, sim, amor, não.

- Qual é a pior coisa sobre ser famoso?
BH: não sou famoso, e e não quero ser famoso. Sinto muito por pessoas que têm tanta fama que não podem se sentar com amigos em um restaurante ou fazer outras coisas normais. Se você não pode ser normal em um lugar público, então isso deve ser realmente triste.

- Você pode convidar três pessoas para jantar, que estejam vivas ou que já tenham morrido ou morrer. Quem você convida?
BH: alguém de cem anos atrás, alguém de cem anos no futuro, alguém agora e eu.

- Qual foi a melhor coisa sobre ser uma criança?
BH: não temer o futuro, experimentando coisas pela primeira vez.

- O que todos deveriam experimentar uma vez na vida?
BH:
ter pequenos desafios na natureza. Escalar uma montanha, andar de bicicleta no bosque. Coisas que todos podem fazer.



Mercedes e Ferrari saem empatadas

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No calendário de apresentação dos novos modelos para a temporada 2018 da Fórmula-1, Mercedes e Ferrari já largam empatadas. As duas mostrarão as novas máquinas no dia 22 de fevereiro, daqui a pouco mais de um mês, portanto. A McLaren revelará sua arma no dia seguinte, em 23 de fevereiro.
A pré-temporada terá duas rodadas, ambas no circuito de Montmeló, em Barcelona, a primeira de 25 de fevereiro a 1 de março e a segunda de 6 a 9 de março. A temporada se inicia no dia 25 de março, na Austrália, daqui a 64 dias.



Williams escolhe o russo

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A Williams finalmente se decidiu pelo companheiro do canadense Lance Stroll, de 19 anos. Será o russo Sergey Sirotkin, de 22 anos, em detrimento do polonês Robert Kubica. Falou mais alto o barril de dólares colocado por Putin para garantir a vaga para o piloto de seu país. Eu estava torcendo por Kubica, por um monte de motivos, um em especial em favor da própria Williams, mas isto eu falo a seguir.
Não acho que um carro da Fórmula-1, o supra-sumo de tecnologia  e recursos sobre rodas do planeta, tenha de ter adaptações para que um cara com deficiência possa pilotá-lo. Um carro da F-1 tem de ser igual para todos, e isto nada tem a ver com o problema que o Kubica tem na mão direita, praticamente perdida em um acidente no rali em 2011.
O italiano Alessandro Nannini teve uma mão reimplantada depois da queda de um helicóptero em que estava em 1990. Nannini era na época a grande revelação da Benetton e da F-1. No entanto, mesmo com o sucesso da cirurgia de reimplante da mão, o italiano jamais voltou a pilotar um carro de F-1. Foi correr no Mundial de Turismo da FIA, com belas apresentações, em um carro adaptado.
Agora, a opção da Williams por Sirotkin terá consequências, negativas, para a equipe do velho Frank. Nunca uma equipe da F-1 teve êxito com uma dupla de pilotos tão jovem. E nisto, a opção correta seria ter ficado com o Kubica.
Se buscarem todos os começos de pilotos promissores na F-1, verão que sempre teve um cara mais experiente na equipe quando o jovem chegou. Só alguns exemplos:

- Emerson Fittipaldi na Lotus em 70. A equipe de Colin Chapman tinha o austríaco Jochen Rindt, aliás, campeão naquele ano.
- Niki Lauda na Ferrari em 74. A equipe italiana tinha o suíço Clay Regazzoni.
- Nelson Piquet na Brabham em 79. A equipe de Bernie Ecclestone tinha Lauda, que se tornou o professor de Piquet.
- Ayrton Senna na Lotus em 85. A equipe inglesa tinha o italiano Elio de Angelis.
- Michael Schumacher na Benetton em 92. A equipe tinha Piquet.
- Mika Hakkinen na McLaren em 93. A equipe de Ron Dennis tinha Senna.
- Lewis Hamilton na McLaren em 2007. A equipe inglesa tinha o espanhol Fernando Alonso.
- Sebastian Vettel na Red Bull em 2009. A equipe austríaca tinha o australiano Mark Webber.

Portanto, a Williams terá um alívio nos seus cofres, mas sofrerá com esta gurizada.Que não reclame depois...



O grande Dan Gurney!

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Considerado uma das maiores lendas do automobilismo, morreu neste domingo o norte-americano Daniel Gurney, o espetacular Dan Gurney, com 86 anos. Piloto e construtor de carros de competição, Gurney foi pioneiro em muitas coisas que conhecemos hoje nas pistas, especialmente: foi o primeiro corredor a “estourar” o champanha no pódio – na vitória nas 24 Horas de Le Mans de 67 -, o primeiro a usar um capacete cobrindo todo o rosto – no GP da Alemanha de 68 -, quem inventou a chamada Asa Gurney, um pequeno apêndice vertical na extremidade do aerofólio traseiro e que todos os carros utilizam atualmente, um dos três pilotos a vencer corrida na Fórmula-1, na Indy, nas 500 Milhas, na Nascar e em Protótipos (Le Mans). Os outros dois são o ítalo-americano Mario Andretti e o colombiano Juan Pablo Montoya.
Gurney também era um homem bonito. Por isto, seu filho divulgou esta nota para a imprensa nesta segunda-feira:

- Meu pai se despediu com um leve sorriso em seu rosto lindo pouco antes do meio-dia.



A volta da McLaren protagonista

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Depois de lançar a Honda para o espaço no ano passado e casar com a Renault para fornecimento de motores, a McLaren tem enormes esperanças de voltar a brigar pelas primeiras posições na Fórmula-1, aliás, seu lugar de direito. A equipe inglesa, agora comandada por Zak Brown, só perde em tradição e resultados para a Ferrari.
Embora o novo carro ainda esteja distante de ser revelado, Brown adianta que o time não correrá em 2018 com o laranja, cor oficial da escuderia fundada pelo neozelandês Bruce McLaren, em 66.

Fala Brown:
- O visual da McLaren atingirá um outro nível e será empolgante. Sabemos qual será o visual das outras equipas em 2018, mas as pessoas verão a maior mudança dentro e fora da pista com a McLaren na Austrália. Haverá alguma ligação com nossa história, mas ainda não terminamos a pintura porque muito depende dos patrocinadores. Vem aí uma nova era. Estamos de volta e teremos coisas ótimas. Precisamos voltar a ser uma equipe da qual as outras têm inveja. Sinto que estamos no caminho.



Vettel e Kvyat em rota de colisão

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Na Fórmula-1, o “nunca” é uma coisa inexistente. Tudo pode acontecer de uma hora para outra, mesmo que os prognósticos apontem a direção contrária. Contratos, por exemplo, não significam rigorosamente nada.
Agora, a Ferrari anuncia o russo Daniil Kvyat como novo piloto de desenvolvimento da equipe. É o antigo piloto de testes, que atualmente faz simulações no computador, pois os testes de pistas são proibidos.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Só que o maluco do Kvyat é o cara que se enroscou duas vezes em 2016 com Sebastian Vettel, o que levou o tetracampeão, ídolo na Red Bull, a pedir a cabeça do russo na equipe austríaca para Christian Horner, ex-patrão e amigo do alemão.
Apesar de ser alemão, Vettel tem uma veia latina e não costuma esquecer do que fizeram de mal para ele.



Queda de braço: F-1 x Ferrari

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Nova dona da Fórmula-1, a norte-americana Liberty resolveu encara a queda de braço com a Ferrari, que ameaça deixar a categoria por causa das novas regras de motores para 2021. A equipe italiana aponta inclusive para a criação de um Mundial paralelo. Nesta quinta, Ross Brawn, diretor esportivo da F-1, disse que “o objetivo é trabalhar em conjunto com a Ferrari, mas dentro dos limites pretendidos, pois, mesmo se os italianos saírem de cena, a F-1 continuará”.

- A Ferrari e a F-1 têm pontos em comum, claro. A equipe italiana é parte do DNA da F-1, mas devemos caminhar dentro dos limites do bom senso – destacou Brawn, que como diretor esportivo da Ferrari foi pentacampeão de 2000 a 2004 ao lado de Michael Schumacher e Jean Todt, atual presidente da FIA.

Para Brawn, a Liberty não sabe se a F-1 ficará melhor ou pior sem a Ferrari, mas é necessário que a equipe trabalhe em conjunto com a categoria:

- Não podemos ter uma situação na qual fazemos de tudo que uma equipe exige, seja ela a Ferrari, a Mercedes, a Renault ou outra qualquer.

Tão logo assumiu, a Liberty mexeu com um vespeiro: tirar uma cota milionária paga para a Ferrari anualmente, simplesmete porque ela é a Ferrari. As outras equipes não têm esta regalia.



Principais mudanças nas regras

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Após mudar bastante a configuração dos carros de 2017, tornando-os até 5 segundos mais rápidos, dependendo da pista, a FIA mexe novamente nas regras técnicas e esportivas para este ano, com bólidos 35 quilos mais pesados. As principais mudanças são:

- Proibição da barbatana e a asa em T, em cima da própria barbatana - ótima medida, aquelas coisas são muito feias.
- Entrada do Halo, a estrutura de proteção da cabeça do piloto – esteticamente, um pavor. Mas se ajuda a salvar o piloto, ótimo.
- Apenas três motores por temporada – medida para baixar os custos. Na prática, pouco muda, porque as fabricantes aumentarão a vida útil dos motores. A F-1 sempre soube driblar este tipo de limitação.
- Mais um tipo de pneu slick macio – no caso, um grudento. Entra o pneu com faixa cor de rosa, o hipermacio, mais rápido que o ultramacio, que permanece. Não sei que nome os caras darão toda a vez que colocam um pneu mais macio. Era o supermacio, passou para ultramacio e agora, hipermacio. Se é para tornar os carros mais rápidos, ótimo.
- Baixamento da guarda com as punições no grid de largada – ótimo, tinha piloto que tomava tanta punição que largava de outro continente no domingo.
- Banimento da asa aberta, ou asa móvel, ou DRS – o chamado gol falso, pois não dava chance de defesa de posição para o piloto que ía à frente. Golaço! Esse, verdadeiro.



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