12/2018 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Os primeiros de Hamilton e Vettel

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O SporTV, na sua bela sacada Túnel do Tempo, preparada para ir ao ar durante a entre-safra da Fórmula-1, está colocando para nosso deleite esta semana as corridas que deram os primeiros títulos para Lewis Hamilton – em 2008, em Interlagos – e para Sebastian Vettel – em 2010, em Abu Dhabi. A do Hamilton já está no ar e a do Vettel estreia neste domingo. Obviamente, é imperdível!
Tudo envolvendo esses dois pilotos é superlativo e interessante, como o fato de Hamilton ter corrido em toda a sua carreira somente com uma marca de motor, o Mercedes, fornecedora do propulsor da McLaren de 1997 a 2014. Mas o mais impressionante é que, nestes 11 campeonatos disputados desde o primeiro título do Hamilton, em 2008, até o seu quinto, agora em 2018, todos os títulos deveriam ter ficado na mão de um ou de outro (na verdade, apenas dois não foram de fato).
Então, vamos lá:
Em 2009, a F-1 teve uma mudança de regulamento na configuração estética dos carros. Um tal de Ross Brawn decidiu então formar sua própria equipe, a Brawn, com Jenson Button e Rubens Barrichello. Engenheiro experiente, Brawn viu uma brecha no regulamento e inventou o chamado difusor soprado, que na prática era uma peça aerodinâmica na extremidade traseira do carro. Quando as demais equipes se aperceberam da ilegalidade, a Brawn já tinha vencido corridas suficientes para encaminhar o título do piloto inglês. Na realidade, o melhor carro daquela temporada era o da Red Bull. Portanto, aquele deveria ter sido o primeiro de Vettel.
O jovem piloto alemão dominou a F-1 de 2010 a 2013, sempre com a Red Bull. Para 2014, a F-1 fez outra mudança radical no regulamento, desta vez nos motores, entrando os turbo-híbridos. Hamilton já estava na Mercedes, e a equipe alemã passou a dar as cartas, graças à grande experiência da AMG - responsável pela equipe da F-1 da Mercedes -, que dominava a tecnologia híbrida de motores. Buenas, para encurtar a história, Hamilton conquistou o campeonato em 2014, 2015, 2017 e 2018. Só não foi campeão em 2016, quando perdeu para o companheiro Nico Rosberg. No entanto, aquele campeonato também deveria ter sido de Hamilton. Eu disse na época, e direi sempre, que a Mercedes mexeu os pauzinhos para dar o título ao seu piloto alemão, no caso, o Rosberg, que anunciou sua aposentadoria em seguida.
Tudo aconteceu no GP da Malásia daquele ano. Hamilton liderava a prova com tranquilidade até, faltando pouco mais de 10 voltas para o final, que o motor da Mercedes do carro de número 44 explodiu. Um detalhe importantíssimo ilustra essa teoria: aquele foi o único motor Mercedes que quebrou desde 2014. Interessante, não?



Halo salvou Leclerc

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Publicado por em F-1 ·

A FIA concluiu esta semana a investigação do acidente envolvendo Fernando Alonso e Charles Leclerc na largada do GP da Bélgica, na largada da prova no circuito de Spa neste ano. O carro de Alonso voou sobre o de Leclerc. A investigação não procurou culpados e sim a eficiência do Halo, a peça adotada neste ano na Fórmula-1 colocada sobre a cabeça do piloto. Quando ela apareceu, no GP da Austrália, todo mundo caiu de pau devido à extrema feiúra do Halo. Com o passar da temporada, todos se acostumaram e o Halo passou a fazer parte da estética dos carros. Pois bem, a investigação do acidente entre Alonso e Leclerc concluiu que a peça de segurança salvou a vida do jovem monegasco. Segundo a FIA, “a cabeça de Leclerc teria sido pulverizada sem a presença do Halo”.
Pronto! Assunto concluído! E que ninguém mais fale nada contra o Halo!



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