Senna, 27 anos depois - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Senna, 27 anos depois

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·


O 1º de maio desde 1994 não é mais o “Dia do Trabalhador”. Desde o acidente fatal do maior piloto de todos os tempos na abertura da sétima volta do GP de San Marino, em Ímola, na fatídica reta/curva de Tamburello, o 1º de maio passou a ser o “Dia da Morte de Senna”. E o Ayrton morreu aos 34 anos trabalhando no dia dedicado ao trabalhador e na primeira posição na corrida. Não poderia ser diferente. Lembro que estava assistindo à prova em casa, ao lado do meu filho Gabriel. Quando a câmera do helicóptero mostrou a cabeça dele se mexendo dentro da Williams destruída, disse para o Gabriel: “Ele morreu!”. Não consegui ver mais nada na televisão. Trabalhava no jornal Zero Hora e estava de folga naquele domingo. Peguei o Gabriel e saímos a caminhar pela cidade de Porto Alegre, acompanhado de um radinho de pilha, que de quando em quando dava informações sobre a situação do piloto brasileiro.
Mais ou menos pelo meio-dia, quando estávamos no Parque da Redenção, ouvi pelo rádio que o Hospital de Bolonha informou que o Senna teve morte cerebral. Ou seja, nada mais poderia ser feito. Coloquei o Gabriel em um taxi (estávamos também acompanhados da mãe dele) e fui em direção à Zero Hora. A pé! Sempre chorando. Como um zumbi, entrei no prédio do jornal e fui em direção à editoria de Esportes, que já estava cheia de gente trabalhando. Sentei em uma mesa e saí a trabalhar como um robô, automaticamente.
Sinceramente, não lembro exatamente o que consegui fazer naquele dia. Mas não parei de chorar um instante sequer. O mundo não era mais o mesmo!



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